Análise: Empate no Fla-Flu mostra que clássico foi jogado como tal

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O primeiro Fla-Flu da final do Carioca respeitou a grandeza do clássico e teve todos os ingredientes da rivalidade regional. Dois times dispostos a jogar futebol, mas que também usaram das provocações para desestabilizar o adversário e uma infinidade de cartões amarelos distribuídos. No campo, o rubro-negro foi melhor, mas clássico não se ganha só com qualidade e o tricolor conseguiu o empate em 1 a 1, neste sábado, no Maracanã. Como não há vantagem na decisão do Estadual, um novo empate decidirá o título nas cobranças de pênaltis. Quem vencer por qualquer placar leva a taça.

A presença de 150 convidados de cada clube, autorizados pela Ferj seguindo o protocolo sanitário da entidade, ajudou a ambientar ainda mais o clássico. Ainda que sejam denominados convidados, rubro-negros e tricolores agiram como são: torcedores. Ao ponto de ter leve bate-boca entre um convidado do Fluminense e o atacante Gabriel Barbosa. Não à toa, o artilheiro comemorou seu gol de pênalti com o tradicional dedo na boca, pedindo silêncio.

As discussões e o jogo duro também adentraram o gramado e a arbitragem teve de segurar a partida com nove cartões amarelos. Alguns poderiam ter sido, inclusive, vermelhos.

A intensidade nas atitudes dos envolvidos no jogo se repetiu nas quatro linhas. A escalação de Rogério Ceni com seu time titular — com exceção de Diego Alves, machucado — era prova clara de que ele precisaria de sua força máxima para superar o tricolor.

Já Roger Machado apostou na velocidade dos jovens Gabriel Teixeira e Kayky para abrir o jogo e segurar os laterais do Flamengo. A tática não deu muito certo no primeiro tempo. O time até tentou fazer pressão na saída de bola do rubro-negro e acelerar o jogo. Não surtiu efeito.

Com experiência de um time acostumado a decisões, o rubro-negro deixou seus laterais mais presos na marcação e fez o jogo no meio-campo. Diego, Gerson e Everton Ribeiro dominaram o setor e acionaram Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabi.

O volume de jogo foi o suficiente para que antes da primeira metade do primeiro tempo o time estivesse com a vantagem na placar. O gol veio em jogada de Gerson, um dos melhores em campo e que despertou o interesse do Olympique de Marselha — a primeira oferta dos franceses foi recusada pela diretoria, mas as negociações continuam. O volante sofreu pênalti claro de Egídio. Gabigol bateu com segurança e marcou o sexto gol no Carioca e o 50ª dele no Maracanã, tornando-se o maior artilheiro do estádio após as reformas.

O repertório rubro-negro estava a postos e as chances surgiram com facilidade. Mas o time desperdiçou ou viu Marcos Felipe aparecer com segurança sob a trave. Num clássico, isso pode ser fatal. E acabou sendo.

A diferença entre os times não estava exatamente em relação ao domínio de um sobre o outro. O Fluminense também teve suas chances. Todas as jogadas do tricolor surgiam com certa dificuldade, uma bola mascada, um rebote ou uma bola prensada. E foi assim que o tricolor chegou ao empate, graças a algumas mudanças feitas por Roger que ajudaram a equilibrar a partida ao colocar a bola no chão.

Cazares cobrou escanteio, a defesa rubro-negra tirou e Egídio ficou com a sobra, levantou a bola na área, Luiz Henrique escora de cabeça e Abel Hernández, sozinho, cabeceou no gol aberto. O título está em aberto.

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