ANÁLISE: Derrota expõe ao Vasco a dimensão do desafio que tem no seu horizonte

Figueiredo em ação pelo Cruz-Maltino em duelo com os Millonarios (Daniel RAMALHO/VASCO


A opção do Vasco por fazer o "batismo" da sua equipe principal contra um adversário de ponta e organizado deixou a dimensão do quanto o técnico Maurício Barbieri terá de trabalhar para a equipe progredir em 2023. Por mais que o Cruz-Maltino tenha dado sinais de que pode evoluir, a derrota por 3 a 0 para o River Plate mostrou desde erros antigos a momentos de desentrosamento.

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Os vascaínos tiveram uma leve melhora na criação de jogadas e conseguiram pressionar a equipe argentina especialmente no início da partida. Porém, faltou pontaria ao elenco.

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Além disto, os comandados de Maurício Barbieri se viram atormentados pela bola aérea. A defesa novamente teve dificuldade para saltar de forma combativa e evitar o gol de Mammana, que abriu caminho para o River Plate vencer.

O setor defensivo se mostrou ainda mais vulnerável pelos lados. Num nítido desentrosamento, Lucas Piton teve dificuldades para conter o ímpeto de Herrera e Solari. O contra-ataque encaixado por Nacho aproveitou a brecha na esquerda e culminou no gol de Borja.

À medida que o Vasco tentava se encontrar e via Nenê perder fôlego, a equipe esbarrava na afobação ao tentar atacar. Além disso, a frouxidão na marcação contribuía para os Millonarios avançarem com liberdade e dominarem a partida.

Por mais que se arriscasse em alguns momentos na etapa final, a equipe de Maurício Barbieri voltava a ter dificuldades para acionar Pedro Raul. O camisa 9 bem que tentou, mas era acionado em lançamento e frequentemente fazendo pivô para algum companheiro de time. A sucessão de alterações também não aumentou o ímpeto cruz-maltino

O gol de Beltrán no finzinho da partida trouxe o contraste de um River Plate ajustado e com qualidade diante de um Vasco que ainda tem muito a aprimorar no horizonte. Será um ano árduo, que exigirá uma boa dose de paciência.