Análise: Botafogo não joga bem, mas conta com a defesa para vencer e se confirmar no G4 da Série B

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Não foi a atuações dos sonhos para o Botafogo. Na verdade, talvez tenha sido o pior desempenho em uma partida desde que Enderson Moreira assumiu. O time, contudo, deixou Belém com o objetivo cumprido: vitória por 1 a 0 sobre o Remo, pela 22ª rodada da Série B do Brasileirão.

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No Baenão, o Alvinegro pouco produziu ofensivamente. Com Rafael Moura, um atacante de menos mobilidade e que ficava mais preso aos zagueiros, o time, que tinha mobilidade no sistema ofensivo com a dupla Chay e Navarro, teve que mudar a característica. O camisa 14 naturalmente correu mais do que vinha fazendo em outras partidas para compor os espaços.

Somado a isto, um campo pesado com muitos buracos e uma alta umidade relativa do ar gerada pelo calor no local. Chay, por exemplo, pediu para ser substituído no segundo tempo por cansaço. O mesmo com Warley, que sentiu cãibras logo quando marcou o gol da vitória.

As adversidades da partida foram sentidas e, por isto, o resultado deve ser valorizado mesmo com um desempenho abaixo do que o Botafogo vinha apresentando. O importante, no final, foi retornar ao Rio de Janeiro com três pontos diante de um contexto que não se apresentou como favorável.

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Em campo, o time foi pouco criativo e com dificuldade para sair jogando com a bola no chão. Por muitas vezes, o time recuperou a bola do Remo na grande área e logo se livrou com um chutão para frente, sem direção alguma. Nas poucas vezes que a equipe botou a bola no chão e criou, a dupla Carlinhos e Luiz Henrique, que estreou, fez boa jogada pela esquerda e o gol saiu.

O Remo dominou a posse de bola, mas na maior parte das vezes trocava passes sem perigo na intermediária e entre os próprios zagueiros. A jogada de perigo saiu ao final de jogo, mas a defesa do Botafogo se sobressaiu para garantir o resultado.

O sistema defensivo, inclusive, foi fundamental. Barreto, Joel Carli e Kanu foram três dos destaques do Glorioso no sentido individual - justamente o trio que ficou à frente do miolo central da defesa. Juntos, eles somaram 33 ações defensivas - entre desarmes, cortes, chutes travados e interceptações.

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