Análise: Botafogo 'esquece' de voltar para o segundo tempo, desperdiça chance clara e se complica na Série B

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O Botafogo tem muitas lições para tirar da derrota de virada para o Brusque por 2 a 1, no Estádio Augusto Bauer, no último sábado. A que mais chama a atenção é que o fato do Alvinegro, mais uma vez, mostrar que não consegue manter um bom ritmo por mais de 45 minutos minutos. Além disso, quando ainda tinha a vantagem no marcador, a equipe de General Severiano desperdiçou uma chance de gol incrível com Rafael Moura, que finalizou mal, mesmo sem marcação e dentro da pequena área.

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Inicialmente, a estratégia do Botafogo para a partida dava indícios de que daria certo. No começo de jogo, o time de Ricardo Resende "dava" a bola para o Brusque e se defendia no próprio campo de defesa para tentar puxar contra-ataques. Esse estilo de jogo reativo, inclusive, já era algo feito pelo ex-treinador Marcelo Chamusca. O Alvinegro, contudo, tinha muita dificuldade para sair em velocidade, mas ainda assim, aos poucos, começou a se soltar no confronto.

O gol do Botafogo foi um reflexo desse momento, em que a equipe começava a criar mais chances. Por volta dos 24 minutos, o Glorioso, finalmente, conseguiu engrenar a primeira boa jogada coletiva, que terminou em uma falta perigosa. Na sequência da cobrança da falta, o Alvinegro descolou um escanteio que culminaria no gol de Diego Gonçalves.

Até então, tudo vinha bem. O Brusque se desestabilizou e, como reflexo disso, começou a ter menos a posse de bola. O Botafogo, consequentemente, cresceu, criou uma grande chance que poderia ter culminado no segundo gol e não sofreu mais nenhum perigo. No entanto, após o apito do árbitro Ivan da Silva Guimarães Junior, apareceu o grande desafio: segurar o resultado na etapa final.

Então, veio a avalanche de grandes problemas que comprometeram a primeira vitória fora de casa do Botafogo na Série B. O time voltou do intervalo desligado e, em determinado momento da etapa final, tinha apenas 25% de posse de bola e uma finalização, que não teve sequer a direção do gol defendido pelo goleiro Zé Carlos.

Apesar dessa postura, o Botafogo teve a grande chance para matar o jogo. Chay levantou bola na área para Rafael Moura, que estava sozinho na pequena área. Mesmo assim, o camisa 9 cabeceou no meio do gol, o que facilitou a defesa de Zé Carlos. No rebote, Warley teve a chance de corrigir o erro do companheiro, mas isolou.

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Esse lance foi um verdadeiro divisor de águas na partida. Depois dessa grande chance, o Botafogo, que já produzia pouco, não conseguiu fazer, efetivamente, mais nada dentro de campo. Menos de cinco minutos depois, o Brusque se lançou ao ataque e conseguiu o empate.

Se antes foi o Brusque que se desestabilizou com o gol sofrido, dessa vez, a situação aconteceu com o Alvinegro Carioca. O Botafogo só conseguia criar jogadas - que não levaram perigo - com bolas alçadas na área. O time catarinense, por sua vez, aproveitou o momento, foi para cima e, num erro de marcação da defesa, garantiu os três pontos.

O resultado complica o Alvinegro, que está na 13ª colocação na tabela, com apenas quatro pontos de vantagem para o primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Sem muito tempo para a trabalhar, o Botafogo volta a campo na próxima terça-feira, às 19h, contra o Goiás, no Estádio Nilton Santos, em partida válida pela 13ª rodada da Série B.

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