Americanos mudam rotina para acompanhar estreia na Copa do Mundo

New York estava para lá de gelada - sensação de -2°C às 14 horas (horário local), quando alguns americanos corriam para bares no ímpeto de acompanhar a estreia com empate (1 a 1) da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo contra o País de Gales. (Gina Ferazzi / Getty Images) (Getty Images)

New York estava para lá de gelada - sensação de -2°C às 14 horas (horário local), quando alguns americanos corriam para bares no ímpeto de acompanhar a estreia com empate (1 a 1) da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo contra o País de Gales. As pessoas não param de trabalhar como no Brasil, mas uma série de companhias abriu exceções ou mudou o horário de almoço para que os fãs pudessem acompanhar a partida.

“Foi incrível”, disse Allan Hutchins, de 33 anos, sobre ouvir o hino nacional dos Estados Unidos na Copa do Mundo. “In-crí-vel, absolutamente incrível”, acrescentou ele, enfatizando cada sílaba. Hutchins estava entre dezenas de torcedores americanos que se reuniram em um bar em Wall Street, no coração de Nova York, na tarde de segunda-feira (21) para assistir ao time dos EUA entrar em campo no Estádio Ahmad Bin Ali, no Catar.

Gritos de “EUA, EUA” e “Acredito que vamos vencer” irromperam entre a multidão assim que o hino nacional dos EUA terminou.

Ainda assim, Hutchins não ficou totalmente satisfeito com o resultado final. Ele disse que os Estados Unidos deveriam ter vencido porque o tempo dominou a partida por longas temporadas e assumiu a liderança, mas o País de Gales empatou com um pênalti tardio.

Vladimir Guzman, outro torcedor dos EUA, também disse que não estava satisfeito com o empate, mas estava feliz o suficiente para ver o USMNT no Catar, especialmente porque sua Bolívia natal não se classificava para a Copa do Mundo desde 1994. “Por que eu ficaria desapontado? Acho que jogamos muito bem”, disse ele ao Yahoo Brasil.

New York estava para lá de gelada - sensação de -2°C às 14 horas (horário local), quando alguns americanos corriam para bares no ímpeto de acompanhar a estreia com empate (1 a 1) da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo contra o País de Gales. (Photo by Ricky Carioti/Getty Images)
New York estava para lá de gelada - sensação de -2°C às 14 horas (horário local), quando alguns americanos corriam para bares no ímpeto de acompanhar a estreia com empate (1 a 1) da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo contra o País de Gales. (Photo by Ricky Carioti/Getty Images)

“Já faz muito tempo”, disse Mamadou Wone, de 21 anos, sobre o retorno dos Estados Unidos à Copa do Mundo. “Na última vez, perdemos, e foi meio doloroso para mim. Mas pelo menos estamos de volta e esperamos ir o mais longe que pudermos.”

Os americanos ficaram fora da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, e foram eliminados pela Bélgica em 2014, no Brasil, por 2 a 1 na prorrogação.

O egípcio-americano Youssef Ibrahim, vestindo uma camisa do time dos EUA com um adesivo da bandeira americana na bochecha, estava entre os fãs mais visivelmente entusiasmados na festa do relógio. Ele tinha 11 anos na última vez que os Estados Unidos jogaram uma Copa do Mundo. “Todo mundo espera por este momento há oito anos”, disse Ibrahim.

Porém, ao final da partida, os torcedores americanos evaporaram dos bares e voltaram à vida normal. Como se a vida fosse normal durante uma Copa do Mundo.