Americanos entram na briga por Robinho, mas oferecem salário reduzido

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<em>Robinho foi vaiado por santistas na Vila Belmiro, sábado (Guilherme Dionizio/Gazeta Press)</em>
Robinho foi vaiado por santistas na Vila Belmiro, sábado (Guilherme Dionizio/Gazeta Press)

O Santos não está mais sozinho na briga pela contratação de Robinho. O Orlando City, time da Major League Soccer, está disposto a contratar o Rei das Pedaladas para o lugar deixado por Kaká – o ex-são-paulino passou as últimas três temporadas nos Estados Unidos e decidiu não renovar após a oferta de redução salarial.

Robinho vai ficar livre no mercado a partir de 1º de janeiro, já que seu vínculo com o Atlético-MG termina um dia antes. Embora tenha declarado recentemente que tem vontade de ficar em Belo Horizonte, o atacante ainda não recebeu qualquer oferta dos atleticanos.

E a proposta do Orlando City está bem longe das cifras sonhadas por Robinho. Os americanos topam gastar algo em torno de R$ 5 milhões por temporada, o que equivale a um salário pouco superior a R$ 400 mil por mês. No Galo, ele fatura mais de R$ 700 mil mensais atualmente.

Vale lembrar que, quando o Rei das Pedaladas foi contratado, o Atlético tinha a ajuda da Dryworld, fornecedora de material esportivo, no pagamento dos vencimentos. A empresa não suportou os gastos, deixou o Galo e parou de bancar sua parte, sobrando 100% do custo ao clube.

O curioso é que o Orlando City desembolsava até este ano mais de R$ 21 milhões por temporada com Kaká. “O dinheiro do Kaká não existe mais. Estamos trabalhando dentro de uma outra realidade, até porque o dinheiro do Kaká era para o Kaká”, explica uma pessoa do time americano, justificando a redução drástica na proposta feita a Robinho.

O Blog revelou em 11 de outubro que Kaká também teria de aceitar uma queda considerável em seus vencimentos para seguir atuando na Major League Soccer.

Robinho tem 33 anos e vive momento de oscilação em Belo Horizonte. Depois de vários meses bem ruins, ele demonstrou reação com a chegada de Oswaldo de Oliveira ao comando do Atlético. Ainda assim, tem números decepcionantes: 11 gols em 48 jogos. Na temporada passada, também pelo Galo, ele fez 25 gols em 55 partidas.

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