Amazon remove livro polêmico com fotos sensuais de menores

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A Amazon foi alvo de protestos contra a permanência de um livro em seu estoque. (Photo by Chesnot/Getty Images)
A Amazon foi alvo de protestos contra a permanência de um livro em seu estoque. (Photo by Chesnot/Getty Images)

A Amazon do Brasil removeu de seu catálogo nesta terça-feira (16) um exemplar do livro “Anjos Proibidos”, do fotógrafo Fábio Cabral, que estava sendo vendido como raridade, por 10 mil reais. O motivo: uma campanha no Twitter que colocou nos trending topics a hashtag #SeExplicaAmazon, acusando a empresa de manter na sua loja virtual um livro polêmico, que contém imagens de garotas entre 10 e 17 anos, em fotos seminuas, com os seios à mostra. 

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A polêmica em torno de “Anjos Proibidos” é antiga, e tem quase 30 anos. O livro foi lançado originalmente em 1991, e teve tiragem única de 500 exemplares. Ao ser lançado, na época, recebeu críticas elogiosas em cadernos de arte e cultura de jornais, que exaltavam seu cunho artístico. Mas também enraiveceu uma parte da população, que via no livro uma sexualização de menores de idade. 

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Logo após a publicação, quase metade dos exemplares do livro foi apreendida pela justiça, e Cabral foi alvo de um inquérito policial. O estúdio dele foi invadido pela polícia e os negativos confiscados. Quase foi preso, mas acabou livre, por decisão que entendia que o livro tinha cunho artístico. 

Em entrevista ao Estado de S.Paulo, dez anos após a publicação de “Anjos Proibidos”, Cabral admite que acabou estigmatizado pelo lançamento, mas que também se beneficiou da popularidade do livro, que projetou seu nome. Ele admite que as fotos têm cunho sensual, pois segundo ele, exploram a sensualidade de garotas ainda na adolescência.

As imagens, segundo ele, foram capturadas entre 1985 e 1991, e as garotas que posaram como modelos eram filhas de colegas e partes de casting de campanhas publicitárias. Ainda de acordo com Cabral, todas as fotos foram feitas com o consentimento e presença dos pais das meninas. 

Esta semana, a polêmica reacendeu, depois que alguém encontrou o tal exemplar de R$ 10 mil sendo vendido na Amazon. Usuários e usuárias iradas no Twitter publicaram em massa mensagens de repúdio ao livro, acusando-o de estímulo à pedofilia.

Rapidamente, a Amazon entrou em cena, e removeu o exemplar de seu catálogo. Pelo Twitter, publicou uma mensagem de resposta: “A Amazon agradece pelo alerta. Suspendemos o produto assim que fomos informados, e estamos investigando.”

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