Amapá terá rodízio de energia; cidades seguem sem luz

Colaboradores Yahoo Notícias
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Incêndio em subestação no Amapá (Foto: Reprodução)
Incêndio em subestação no Amapá (Foto: Reprodução)

A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) adotará rodízio de energia para fornecer energia elétrica ao estado, que sofre com um apagão desde a última terça-feira (3) após um incêndio em uma subestação que atende 13 das 16 cidades da região.

O sistema funcionará com duração de pelo menos 6 horas para cada município, porque o sistema foi restabelecido apenas parcialmente, com 65% da capacidade. Algumas regiões seguem sem luz. O fornecimento não será interrompido no entorno de hospitais e serviços essenciais em Macapá e Santana.

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Quase 90% da população do Amapá – cerca de 765 mil pessoas – ficou sem energia elétrica. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que a principal suspeita é de que o incêndio tenha sido causado por um raio.

Segundo ele, em paralelo às ações para restabelecimento do transformador, geradores serão transportados de Manaus (AM) para Macapá para suprir a necessidade do estado durante a recuperação do sistema.

“Isso vai assegurar o restabelecimento gradual da carga total de Macapá nos próximos dias”,

Além disso, um transformador disponível em Laranjal do Jari, no sul do Amapá, será deslocado para Macapá nos próximos dias para substituir o transformador danificado da subestação.

“A instalação deverá ser concluída em 15 dias e isso proporcionará 100% da carga do estado atendida”, disse Albuquerque.

O ministro ressaltou também que outro transformador, que será transportado de Boa Vista (RR), em até 30 dias, dará uma “reserva” ao sistema de energia elétrica do estado.

Ele destacou ainda que o governo federal criou um gabinete de gestão de crise, com a participação do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Operador Nacional do Sistema (ONS), além de representantes de outros ministérios.

O governo do estado do Amapá decreto estado de calamidade por 30 dias.

A falta de energia elétrica afetou também o abastecimento de água. Gêneros de primeira necessidade começam a faltar, como água e combustível. Donos de estabelecimentos comerciais relatam prejuízos, principalmente pela dificuldade para acondicionar alimentos perecíveis.