Amapá completa 20 dias de apagão; luz deve voltar só na quinta

Colaboradores Yahoo Notícias
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Macapá/Energia
Macapá/Energia

Neste domingo (22), os moradores do Amapá completam 20 dias de apagão, após um incêndio em uma subestação de energia elétrica que deixou 13 dos 16 municípios do estado sem luz.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), os 47 geradores instalados em subestações da capital, Macapá, e da cidade vizinha, Santana, seriam suficientes para atingir os 100% da carga necessária para abastecer todas as cidades, porém no sábado foram ligados só 20 megawatts dos 45 contratados. O restante entrará em operação neste domingo, anunciou a pasta.

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O governo federal havia anunciado que a energia seria restabelecida em 100% do estado com os geradores termoelétricos já no sábado. Todo o Amapá só deve ter eletricidade na quinta-feira, segundo o portal G1, com a instalação de um novo transformador na principal subestação do estado.

“Podemos dizer que estamos nos aproximando dos 100%. Acredito que nos próximos dias, como visto há pouco ao darmos o ‘start’ de novos geradores de pequeno potencial, mas que no somatório brevemente atingiremos a plena suficiência", declarou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao visitar o estado no último sábado.

Em imagens publicadas nas redes sociais, o presidente foi xingado por amapaenses insatisfeitos com o blecaute e a demora na ação do governo federal para restabelecer a eletricidade no estado.

Sob gritos de “Fora, Bolsonaro” e “miliciano”, o presidente foi recepcionado por moradores de Macapá sem luz há 19 dias. Os protestos se estenderam ao governador do estado, Waldez Góes (PDT) e ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que convidou o chefe do Executivo a vicitar o estado.

Segundo o portal G1, o presidente também foi recebido por apoiadores, que responderam aos protestos com gritos de “mito”.

A pedido do governo, a Justiça suspendeu o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 aos moradores do Amapá. A Advocacia-Geral da União (AGU) justificou que iria “onerar em demasia os cofres públicos, na medida em que ensejará um custo estimado superior a R$ 418 milhões, sem que haja, no presente momento, previsão orçamentária específica”.

A AGU disse ainda que a medida determinada pela Justiça do Amapá viola a separação funcional entre os poderes por invadir esfera de organização administrativa de um adequado planejamento orçamentário-financeiro na assistência social.