Amanda enaltece orgulho em ser primeira campeã gay e abre portas para revanche com Ronda

Felipe Castello Branco

Amanda Nunes é a bola da vez no MMA brasileiro. Cada vez mais em alta, a campeã peso-galo (61 kg) do UFC compareceu à semana de promoção do show em Fortaleza e, nesta sexta-feira (10), liderou ao lado de Rafael dos Anjos uma sessão de perguntas e respostas com os fãs, quando aproveitou para tirar dúvidas e revelar detalhes importantes de sua carreira.

Única campeã gay assumida da história do UFC, a baiana enalteceu o orgulho em ocupar este cargo e revelou o desejo de ajudar pessoas que, caso possam se espelhar em seu sucesso, enfrentem o preconceito diário. Postura que garantiu calorosos aplausos da torcida.

“Quero ajudar de algum forma, ajudar as pessoas. Fui a primeira campeã gay, e se eu puder ajudar, se tiver alguém passando dificuldade e talvez vão olhar para mim: ‘Ela conseguiu, porquê eu não posso?’. Não existe nenhum obstáculo para quem corre atrás e tem sonhos”, narrou durante entrevista com os fãs na capital cearense.

Cada dia mais famosa, principalmente pelo sucesso de seu nocaute fulminante contra Ronda Rousey, em dezembro do ano passado, Amanda parece ter superado de vez a polêmica com a judoca. Logo após o triunfo, a brasileiro pediu que a rival se aposentasse e, garantindo que a carreira da americana tinha acabado, declarou o início de sua era no UFC. Postura quem mudou drasticamente.

“Eu acredito que sim, ela tem que ter um tempo para se recuperar. A derrota é muito difícil, eu já perdi… Sei que para voltar precisa ter base familiar muito forte e pessoas perto de você passando energia positiva. Quero ver a Ronda voltando, que ela termine a carreia dela com vitória. Acho que toda atleta merece isso. Não quero que ela termine a carreira dessa forma. É triste, eu ganhei mas não desejo mal. Quem sabe uma revanche no futuro? Seria perfeito”, especulou, levando a plateia cearense  à loucura.

Na mesma conversa, Amanda tocou em outro assunto delicado. No final de 2016, ao saber da criação da categoria dos pesos-penas (66 kg) no UFC, que por sinal colocou duas atletas da sua categoria para disputarem o título inaugural, a ‘Leoa’ pediu pela chance de subir de categoria. Agora, após desistir da idade, a baiana apontou o crescimento do MMA feminino e previu futuro promissor para as lutadoras.

“Os fãs vão determinar a categoria feminina. As meninas… Depende delas. O UFC já abriu as portas e as oportunidades. Acho que as meninas têm que focar mesmo para os fãs irem para ver lutas femininas. Já cansei de ouvir fãs falando que foram no show apenas para ver minha luta”, decretou.