Alunos e professores da FAAP passam mal em SP após beberem água com suspeita de contaminação

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Aviso em bebedouro da Faap, onde estudantes, professores e colaboradores relataram episódios de febre, vômito e diarreia na quinta-feira (6). Foto: Arquivo Pessoal
Aviso em bebedouro da Faap, onde estudantes, professores e colaboradores relataram episódios de febre, vômito e diarreia na quinta-feira (6). Foto: Arquivo Pessoal

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Instituição diz que interditou todos os bebedouros e que uma análise da água está em andamento.

  • Sabesp descartou problema no abastecimento público na região.

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Alunos, professores e outros funcionários da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, relataram episódios de febre, vômito e diarreia nessa quinta-feira (6) após beberem água com suspeita de contaminação. A informação foi publicada pelo portal G1.

A faculdade fica no barro de Higienópolis, área nobre no centro da capital paulista. Segundo o portal, após alguns alunos serem encaminhados ao hospital e diversos casos serem compartilhados pelas redes sociais, a faculdade afirmou nessa sexta-feira (7) que interditou os bebedouros e contratou uma empresa para fazer análise da água.

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"Fiquei sabendo primeiro através de mensagens no Whatsapp falando que muitas pessoas estavam doentes, depois funcionários comentaram que a água dos bebedouros apareceu turva, suja, na tarde de ontem", postou um aluno da faculdade no Twitter.

Outra aluna publicou uma foto com os olhos inchados, e uma terceira apareceu recebendo soro na veia em um hospital.

Por meio de nota, a FAAP também afirmou que acionou a Sabesp para solucionar o problema e que está fornecendo água mineral engarrafada para todos os alunos, professores e colaboradores.

Ao G1, a Sabesp afirmou que descartou qualquer problema com o abastecimento público e disse que não houve relatos em outros endereços na região.

"A Sabesp esclarece que não há hipótese de a água tratada estar contaminada. Se isso fosse verdadeiro, não haveria problema em um só endereço. A Companhia foi acionada pela universidade e descartou qualquer relação com o abastecimento público. Orientou os responsáveis sobre a necessidade de se verificarem as instalações hidráulicas internas, cuja manutenção é responsabilidade dos proprietários. A Sabesp responde pelo fornecimento de água até o cavalete externo do imóvel", diz o texto.

De acordo com a Companhia, foi feita análise da água coletada no imóvel, de modo que o material está em conformidade com o Anexo XX da Portaria de Consolidação n. 5 de 28/09/17 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre o controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano.

Leia, abaixo, a íntegra da nota da FAAP:

"Assim que recebeu os primeiros relatos sobre a qualidade da água fornecida pela Sabesp em suas instalações, nesta quinta-feira (06/2), a Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP) imediatamente lacrou todos os bebedouros em seu campus. Também foram utilizados avisos e sinalizações, alertando os alunos, professores e colaboradores para que o consumo fosse evitado.

Hoje, desde as 7h00, uma empresa especializada está procedendo às análises técnicas com o objetivo de identificar a origem e solucionar o ocorrido, bem como a Sabesp já foi acionada para resolver o problema. Outra empresa que presta serviços de análise de água regularmente para a instituição também está atuando em conjunto para o esclarecimento dos fatos.

As empresas já acionaram o Instituto Adolfo Lutz para que sejam seguidos todos os protocolos necessários.

Até que esse trabalho seja concluído, a instituição está fornecendo água mineral engarrafada para todos os alunos, professores e colaboradores."

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