Alonso acredita em trabalho da McLaren e minimiza acidente em 2016

É inegável que um dos melhores pilotos do grid da Fórmula 1 é Fernando Alonso. O espanhol bicampeão em 2005 e 2006 é considerado por muitos o melhor de sua geração, mas não vem conseguindo ser competitivo nos últimos anos. Nos testes de pré-temporada, a McLaren não conseguiu alguma regularidade e apresentou diversos problemas em seus dois carros.

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“A equipe está sempre trabalhando para melhorar a situação. Trabalhando o mais duro que podemos para identificar os problemas. Veremos o que conseguimos amanhã nas pistas”, afirmou Alonso durante a entrevista coletiva com os pilotos desta quinta-feira na Austrália.

Na corrida de estreia em 2016, também na Austrália, Alonso colidiu com a Haas de Esteban Gutiérrez e capotou na pista. A prova precisou ficar suspensa por vinte minutos para todos os detritos serem retirados e ambos os pilotos saíram sem maiores problemas. “Você sempre tenta esquecer todos os acidentes, todos os momentos que você se ficou com medo dentro do carro. Sim, foi um dos grandes no último ano, mas tudo vai ficar perfeitamente ok. Eu gosto do circuito e de quão apaixonados são os fãs”, acrescentou Fernando.

Aos 35 anos, o piloto da McLaren terminou a última temporada apenas na décima colocação, com 54 pontos conquistados, 33 a mais que seu então companheiro, Jenson Button. Agora em 2017, Fernando também espera a maior velocidade dos carros trazida pelas mudanças no regulamento de aerodinâmica.

“Uma coisa é como você aproveita e quanta adrenalina esses carros dão para você na velocidade da curva. Comparando com os últimos anos, é um bom passo à frente. Não só para nós pilotos, mas para os espectadores. Também como esportista, somos competitivos e quando chegamos em uma corrida como estamos agora, a primeira do ano, o que nos une é a competição. Vamos ver o quanto poderei ser esse ano”, garantiu.

Alonso também comentou sobre a dificuldade de estar na Fórmula 1. “É legal correr com vários carros na pista e muitos times, mas ao mesmo tempo é um esporte difícil de entrar e de permanecer por muitos anos. Nós vemos como alguns dos times menores lutam para manter sua situação financeira saudável no ano. Acho uma boa dez times e vinte carros”, completou.