Aline brilha, mas Brasil perde para o Chile nos pênaltis em dia de temporal

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(foto: Mauro Horita/CBF)
(foto: Mauro Horita/CBF)

O Chile é campeão do Torneio Uber Internacional de Seleções Femininas. Na tarde deste domingo de chuva e campo alagado no Pacaembu, a equipe segurou um empate em 0 a 0 com o Brasil no tempo regulamentar e levou a melhor nos pênaltis — apesar do bom desempenho da goleira Aline, que defendeu três cobranças das chilenas. O problema das brasileiras foi a falta de pontaria no no ataque: erraram quatro das sete cobranças, sendo duas para fora e duas, mérito da chilena Christiane Endler.

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Mais interessada em rodar o time e conhecer as jogadoras brasileiras, Pia escalou uma formação bem diferente daquela que goleou a Argentina por 5 a 0 na estreia, com seis mudanças. Pouco antes do apito inicial, um temporal varreu a cidade de São Paulo e encharcou o gramado do Pacaembu. Incapaz de drenar o volume de água, o campo acumulou poças d’água e dificultou a construção de jogadas. Com dificuldade de carregar a bola, a saída do Brasil foi apostar na bola aérea, mas a goleira Christiane Endler — uma das melhores da Copa do Mundo da França — levou a melhor nos cruzamentos.

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Bia Zaneratto, que usou bem o jogo de corpo para fazer o papel de pivô, teve as melhores chances. Logo aos dois minutos de jogo, parou na goleira. Depois arriscou de fora e mandou longe, e, no final do primeiro tempo, recebeu um belo passe na pequena área após jogada em velocidade de Ludmila e errou a pontaria. Mônica e Millene também foram travadas por Endler.

As melhores chances do Chile saíram pelos pés de Lara, que chutou no meio do gol para defesa fácil de Aline, e Torrealba, que obrigou a goleira de 1,63m a subir para defender — mas a jogada acabou parada por impedimento. Aos 44, Formiga cabeceou para a rede em cobrança de escanteio, mas a assistente viu impedimento e anulou o tento.

No segundo tempo, a chuva amenizou. O sistema de drenagem do Pacaembu foi capaz de secar as poças, o que melhorou muito o nível técnico do jogo. O Brasil passou a dominar a posse com a bola no chão, enquanto o Chile esperava uma chance de contra-atacar. A primeira chance veio pelos pés de Chú, que entrou no lugar de Millene e arriscou de fora da área, obrigando Endler a fazer uma grande defesa.

Em uma das vezes que roubou a bola das chilenas na saída, Bia sofreu uma falta perigosa perto da área. Andressa Alves bateu muito mal, para fora. Mais fechado, o Chile tentou esfriar o jogo e obrigou o Brasil a apelar para o chutão e facilitando o trabalho das defensoras. Aos 32 minutos, Bia Zaneratto alçou uma bola na área e quase enganou Endler, tirando tinta da trave. Quem mais desequilibrada com a bola no pé era Lud, com descidas rápidas pelo lado direito, mas faltou capricho no último passe.

O Chile respondeu. Aos 37 minutos, Lara cruzou na área, a atacante Balmaceda tentou cabecear, mas a bola bateu na zagueira Bruna Benites e quase entrou. Na cobrança de escanteio, Aline precisou espalmar para longe.

Nos minutos finais, diante das 16.812 pessoas presentes no Pacaembu, o Brasil martelava e tentava chegar ao gol de todas as maneiras. Em mais uma bola alçada na área, Chú tentou cabecear, Ludmila quis emendar para o gol e não conseguiu. Faltava calma nas finalizações, e por duas vezes a goleira Endler apenas acompanhou a bola saindo pela linha de fundo. Conhecida pela qualidade de sua goleira, a seleção do Chile se fechou e parecia querer levar a disputa para os pênaltis. E conseguiu: apesar das tentativas brasileiras, o tempo regulamentar acabou empatado em 0 a 0.

A goleira Aline, que é reserva de Barbara e hoje foi escolhida por Pia como titular, foi abraçada pelas companheiras antes de ir para a meta. Na primeira cobrança, Raquel, substituta de Andressa Alves, parou na goleira Endler. Na sequência, Lara mandou no ângulo de Aline.

Mônica bateu forte no canto direito e deixou tudo igual. Balmaceda bateu e Aline chegou a tocar na bola, mas não defendeu. Chú também bateu bem e fez 2 a 2, mas Hidalgo voltou a ampliar. Bia Zaneratto também fez o seu, e na cobrança de Pardo, Aline uma grande defesa. O Brasil só precisava fazer para faturar o título, mas Luana chutou para fora.

No duelo entre goleiras, a pequena Aline, de apenas 1,63m, defendeu a cobrança da gigante Endler, de 1,82m. Na sequência, Bruna Benites também bateu para fora. Aí Aline, mais uma vez mostrando que não é necessário mexer no tamanho da trave do futebol feminino, fez mais uma grande defesa contra Roa. Fabi Simões converteu o lance seguinte. Aedo também converteu.

Endler, então, defendeu a cobrança de Joyce. Toro foi para o último chute e não desperdiçou: fez 5 a 4 e garantiu o troféu ao Chile. Após a derrota, a torcida presente no Pacaembu entoou o nome da goleira Aline. E apesar do vice, o Brasil segue invicto contra as rivais chilenas na história do futebol feminino: são dez vitórias para o time verde e amarelo e um empate.

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