Aliado de Bolsonaro, presidente da Anvisa recebe diagnóstico de Covid-19

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Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, testou positivo para a Covid-19. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, testou positivo para a Covid-19. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Um dos aliados do presidente Jair Bolsonaro na área da saúde, o diretor-presidente substituto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, recebeu diagnóstico positivo para o novo coronavírus.

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O resultado foi divulgado por Barra Torres em vídeo exibido na tarde desta terça-feira (19) em audiência da comissão externa de ações contra o coronavírus da Câmara dos Deputados.

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"Na semana passada apresentei sintomas gerais que inicialmente não me fizeram suspeitar da Covid-19. Devido à intensidade e persistência, após consulta, o diagnóstico naquela época hipotético foi lançado e entrei em isolamento social conforme prescrição médica", disse.

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Barra disse ter recebido o resultado positivo para a Covid-19 na sexta-feira (15), após ter amostras coletadas e submetidas a exames de RT-PCR.

"Entretanto, como meus sintomas me permitem ainda trabalhar, assim prossigo nos trabalhos da condução da agência", afirmou ele, que mandou um vídeo de sua casa.

Ele fez uma homenagem ao deputado federal Luiz Lauro Filho (PSDB-SP), que morreu na segunda-feira após ter duas paradas cardíacas. Em seguida, citou ações da agência na tentativa de acelerar a produção e importação de respiradores e outros materiais de assistência na crise da Covid.

"Lembrem-se: o inimigo é um só, o Sars-Cov-2, o novo coronavírus", disse a deputados ao fim do vídeo.

Contra-almirante da Marinha e à frente da Anvisa desde dezembro, Barra Torres gerou polêmica em março ao participar de uma manifestação contra o Congresso ao lado do presidente, poucos dias após a Organização Mundial de Saúde declarar pandemia pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde já recomendava evitar aglomerações.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo à época, ele negou ter tido intenção de ir ao protesto.

"Estávamos em conversa no telefone e percebemos que estávamos na mesma área. O que eu fiz foi entrar no Planalto no momento em que o presidente descia a rampa e estava se aproximando mais das pessoas que vieram vê-lo. E começou a juntar pessoas", justificou.

"Aí entra postura pessoal minha. Poderia ter ficado lá dentro, no ar-condicionado. Mas não é do meu feitio. Falei: se o dono da casa está aqui, vou também. Mas mantive a distância protocolar, cumprimento foi pelo cotovelo, e depois tratei do que tinha para tratar com ele, e cada um seguiu seu lado."

Em seguida, reconheceu que a medida poderia ter gerado um "arranhão" na imagem da agência, "mas não tem abalo mais forte em relação a isso".

Nos últimos meses, Barra Torres já chegou a ser cotado para o cargo de ministro da Saúde em meio à crise de Bolsonaro com o então ministro Luiz Henrique Mandetta. Seu nome, porém, perdeu força dias depois.

Mandetta acabou substituído por Nelson Teich, que deixou o cargo na última semana.

da Folhapress

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