"Alguém me ajuda, eu não quero morrer", implorou Daniel antes de ser assassinado

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Daniel em treino pelo São Paulo em 2016 (CHELLO/FramePhoto/Gazeta Press)
Daniel em treino pelo São Paulo em 2016 (CHELLO/FramePhoto/Gazeta Press)

“Alguém me ajuda, eu não quero morrer”. Esta foi uma das últimas frases que o jogador Daniel Corrêa disse antes de ser assassinado, de acordo com uma das testemunhas ouvidas pela polícia no caso.

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Nesta quarta (7), a RPC, afiliada da Globo no Paraná, teve acesso aos depoimentos dados à Polícia Civil de São José dos Pinhais, que investiga o caso.

Os relatos das pessoas ouvidas pela Polícia são bem diferentes da versão contada pela família Brittes, que alega que Daniel teria estuprado Cristiana, esposa de Edison, que confessou ter assassinado o jogador. Nenhuma das testemunhas afirma ter ouvido gritos de socorro ou ver sinais de arrombamento na porta do quarto do casal.

Uma das pessoas diz que viu Cristiana de pé do lado de fora do quarto, enquanto a porta estava fechada e sem nenhum barulho aparente. Mas quando a porta foi aberta, ela viu diversas pessoas agredindo outra que estava sobre a cama. Após isso, Edison saiu do quarto arrastando Daniel, vestido de camiseta e cueca, e levando o jogador até a garagem. Edison teria saído de casa com uma faca de aproximadamente 20 cm falando que “matariam o cara”.

Outra testemunha diz que ouviu pedidos de socorro de Daniel com a voz sofrida: “alguém me ajuda, eu não quero morrer, socorro”. Ela também afirmou que não viu Cristiana ou Allana, filha do casal e amiga do atleta, pedindo para que Edison parasse com as agressões. Para finalizar, a testemunha disse que o jogador ainda estava respirando neste momento, mas que estava muito ferido.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, Daniel foi espancado dentro da casa do casal durante a continuação da festa de Allana e depois foi levado a um matagal, onde seu corpo foi encontrado com cortes no pescoço e o órgão sexual decepado.

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