Algoz da Seleção Brasileira em 2018, Bélgica estreia na Copa do Mundo no modo 'tudo ou nada'


A famosa 'ótima geração belga' chega ao Qatar sob o holofote de ser uma das melhores seleções do planeta. Nesta quarta-feira, a Bélgica estreia na Copa do Mundo contra o Canadá, no Estádio Al-Rayyan, às 16h (de Brasília), para o início de um torneio que pode ser considerado uma 'última chance'.

Na Copa do Mundo da Rússia em 2018, a Bélgica era colocada como uma das grandes favoritas ao título, e foi a algoz da Seleção Brasileira nas quartas de finais, quando venceu por 2 a 1 e fez o time de Tite ficar pelo caminho. No entanto, nas semifinais, a Bélgica enfrentou a França e foi derrotada por 1 a 0. O sonho de uma final inédita na história do país caiu por terra e a seleção ficou com o terceiro lugar. O resultado foi a melhor colocação da história da Bélgica em Copas do Mundo, mas teve um gosto amargo por se tratar de uma das melhores gerações em termos de talento e qualidade em todos os setores do campo.

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Na Euro 2020, mais um fracasso. Entrando na competição mais uma vez cotada para conquistar o troféu, a Bélgica parou nas quartas de finais ao ser eliminada pela Itália, que acabou sendo a grande campeã. Já na Nations League, outro revés, e dessa vez com requintes de crueldade. A Bélgica chegou a abrir 2 a 0 na semifinal contra a França, mas sofreu a virada e ficou novamente pelo caminho. De quebra, ainda perdeu a disputa de terceiro lugar novamente para a Itália.

Apesar de ter uma geração considerada como a melhor da história do país, a Bélgica não conseguiu traduzir toda expectativa em títulos e encara a Copa do Mundo do Qatar como a sua última chance. Jogadores importantes para a equipe como Kevin De Bruyne, Eden Hazard, Thibaut Courtois, Axel Witsel, Jan Vertonghen, Toby Alderweireld e Thomas Meunier já estão acima dos 30 anos de idade e podem não estar presentes na próxima Copa em 2026.

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- Esta geração merece um título. Não que você precise para que seja lembrado para sempre, mas esse time merece. Daria um pouco mais de brilho a um legado que mudaria o futebol belga pelos próximos vinte anos - disse Roberto Martínez, técnico da seleção belga, em entrevista recente ao canal Movistar.

Em conversa com o jornal belga 'Le Soir', Martínez afirmou que esta seleção da Bélgica é mais forte do que a que foi terceira colocada em 2018, apesar de ser um pouco mais envelhecida, e que nesta Copa do Mundo ele tem mais opções boas no elenco em caso de necessidade.

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- Cada jogador tem mais experiência e é mentalmente mais forte. Agora estamos taticamente mais fortes, os jogadores tomam melhores decisões. Você sabe, uma raposa velha não é inteligente porque é uma raposa, é porque é velha. Na Rússia, não tínhamos jogadores suficientes no elenco para substituir jogadores lesionados. Teve a semifinal contra a França, Meunier foi suspenso e por isso tive que jogar com Chadli na direita. Agora tenho Castagne e Saelemakers que podem jogar nesta posição. O mesmo vale para as outras posições. Mais o fato de poder trazer 26 jogadores. Estamos muito mais bem armados e com mais opções - finalizou.

Em uma competição de tiro curto, o talento coletivo e os individuais podem ser fatores decisivos para levar a Bélgica longe mais uma vez. A 'ótima geração belga' terá no Qatar uma espécie de 'The Last Dance', no que pode ser o último ato de um time marcante na história do país, mas sem tanto brilho para a história do futebol mundial.