Alexandre Mattos crava: "Leila Pereira será uma grande presidente do Palmeiras"

Alexandre Praetzel
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Alexandre Mattos pode voltar ao Palmeiras, em 2022. Foto: Ale Cabral/AGIF
Alexandre Mattos pode voltar ao Palmeiras, em 2022. Foto: Ale Cabral/AGIF

Alexandre Mattos poderá voltar ao Palmeiras, em janeiro de 2022. O executivo está fora do mercado, no momento, mas é considerado um homem de confiança da conselheira Leila Pereira, candidata à presidência do clube. 

Mattos saiu do Palmeiras, em novembro de 2019, com quase cinco anos de trabalho. Nesta trajetória, foram dois títulos da Série A do Brasileiro e uma Copa do Brasil. Apesar disso, Mattos ficou rotulado como "gastador". 

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Em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, com a presença do blog, Mattos cravou Leila Pereira como futura presidente e se defendeu sobre as inúmeras contratações feitas na sua gestão. 

Você voltará ao Palmeiras se a Leila Pereira for presidente?

Conheço bem a Leila e a capacidade dela em ser gestora, como grande empresária que é. Ela sempre vai querer o bem do Palmeiras, independentemente das pessoas, ela fará tudo o que for melhor para o Palmeiras. O torcedor pode saber que terá uma grande presidente, tenho certeza que ela será presidente. É o sonho dela e do seu marido, de ter essa possibilidade, a não ser que mude alguma coisa. Acho que ela será uma grande presidente, está muito preparada, pegando experiência ao lado do Maurício e com certeza ela vai montar sua equipe de trabalho de acordo com aquilo que ela achar o que é melhor para o Palmeiras. 

Você ficou com o rótulo de "gastão". Isso te incomoda?

As pessoas que falam isso não pesquisam o que aconteceu. Simplesmente no Brasil, gostam de rotular, mas não gostam de entender os porquês. Trabalhei no América-MG por sete anos, no seu pior momento da história, e tem muito do meu legado agora. No Cruzeiro, a mesma coisa, tinha dificuldades técnicas e financeiras e conseguimos construir um relacionamento e avaliação do mercado para termos sucesso. No Palmeiras, assumimos para uma reformulação, depois do Palmeiras quase cair em 2014. Importante dizer que em 2015, o Palmeiras não tinha patrocínio master, receitas 75% penhoradas de administrações anteriores e uma dívida de mais de R$ 200 milhões com o Paulo Nobre, que aliás foi paga em 2018. Eu só trabalhei em reconstrução. Nunca peguei um clube que só precisava ajustar ou bem financeiramente. O dinheiro, a capacidade financeira e os investimentos aconteceram durante o projeto que foi gerando receita, crescendo e o dinheiro foi reinvestido no futebol. Está com R$ 700 milhões de receitas, pagando em dia, não antecipou nenhuma receita e tem um grande patrocinador master.

O Galo pode "cruzeirar"?

Vamos entender o que aconteceu no Cruzeiro. Por favor. Seis anos depois que eu saí, aconteceu tudo. O Cruzeiro teve problemas de más administrações sim, mas vamos lembrar que pessoas importantes que estavam no poder e que tinham a caneta, indiciadas na polícia. Então, o Cruzeiro teve dois problemas. Obviamente, essas pessoas vão se defender e podem ser consideradas inocentes. Sobre o Atlético hoje, a sorte foi a competência do presidente Sérgio Sette Câmara em trazer mais investidores com aportes de pessoas físicas e eles têm a capacidade de administrar a dívida e, quem sabe, tirar o clube disso. É óbvio que se esses investimentos pararem um dia, o Atlético terá muitas dificuldades. 

Por que não houve aproveitamento da base na tua passagem pelo Palmeiras?

A minha função era simplesmente criar uma categoria de base de excelência no Palmeiras. Quando cheguei lá, tinha que diminuir a quantidade de categorias, não podia viajar para o exterior porque eram muitos gastos, a base não servia para nada. Até por isso, o Palmeiras nunca ganhou a Copinha. Nunca fez um trabalho realmente sério e esse trabalho foi feito na minha sala. Levei o João Paulo Sampaio, eu estruturei, blindei, segurei e tinham momentos que queriam demití-lo. Fomos fazendo e montamos essa base. Esse processo não é igual ao profissional e levou cinco anos para ser bom. 

Alexandre Mattos esteve no Atlético-MG, em 2020, mas acabou saindo com a mudança de presidente. 

>> Ouça o 'Segunda Bola', o podcast do Yahoo com Alexandre Praetzel e Jorge Nicola