Alexandre Kalil solta o verbo contra o retorno do futebol: 'Voltar agora é coisa de débil mental'

Valinor Conteúdo e Matheus Costa
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O prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, nunca teve receio de falar o que pensa, mesmo se tornando gestor da capital mineira. O ex-dirigente do Galo mais uma vez falou de forma direta sobre algo que pensa e defende com muita ênfase: o isolamento social para evitar a propagação do coronavírus em BH.

E, questionado sobre o que acha sobre um possível retorno do futebol em Minas GErais, que vem sendo negociado pela Federação Mineira de Futebol e o Governo do Estado, com reuniões entre Adriano Aro, presidente da FMF , e o governador Romeu Zema, atual rival político de Kalil, o prefeito foi enfático em ser contra o retorno da bola neste momento.

- Eu estou escutando esse tipo de comentário, mas eu não sei se há um posicionamento firme sobre a volta do futebol, com toda sinceridade. O futebol envolve, pelo menos, 200 pessoas em um jogo de futebol e mais 11 caras que vão se estapear lá dentro, vão cuspir na cara do outro, no chão, vão dar tapa, cotovelada, abraçar na hora do gol. É um descolamento total da realidade. Ninguém tá sabendo o que é corpo em um saco plástico- disse em entrevista à ESPN Brasil.

Kalil citou o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, sobre a compra de milhões de sacos plásticos para embalar os corpos das pessoas que morreram por conta da Covid-19. A capital paulista é o epicentro da pandemia do coronavírus no Brasil, com 28.698 mil casos confirmados e 2.375 mortes. Em Minas Gerais, são 1827 casos, com 82 mortes, a maioria em Belo Horizonte.






O baixo número registrado em BH é graças ao reforço diário de Kalil que tem focado as ações da prefeitura em manter a maioria da população isolada, evitando que o vírus se alastre. Essa visão faz com que Kalil solte frases de efeito para alertar a população. Segundo o ex-presidente atleticano, quem anseia pelo retorno das atividades do futebol no Brasil está com 'um descolamento total da realidade', e considerar a hipótese é 'coisa de débil mental'.

- Eu vou falar uma coisa muito séria aqui. Eu nunca apertei a mão do governador de São Paulo, nunca falei com ele, nunca apertei a mão do prefeito de São Paulo e também nunca falei com ele. Eu sei que lá é o epicentro da pandemia, agora, se não fosse feito o que foi feito, teria 50 vezes mais mortos do que tem hoje. Quando o prefeito fala que está comprando saco plástico para colocar corpos e encostando frigorífico ao lado de hospital, esse pessoal é louco, esse povo não sabe do que tá falando. Estão comprando sacos plásticos, estão encostando frigoríficos, colocando caixão na rua, fazendo covas rasas e estão pensando em futebol? Ninguém gosta mais de futebol do que eu. Quando eu almoço domingo com meus filhos, vocês acham que eu converso sobre política, sobre Brasil? Ninguém sabe o que é isso, é o papo mais chato que existe. A gente fala de bola. Agora, falar de futebol agora é coisa de débil mental - completou.

O futebol em Minas Gerais está parado desde o dia 16 de março e há movimentos da CBF da Federação Mineira, com o apoio do Governo Federal para que a bola volte a rolar. Todavia, nenhuma decisão foi tomada, sem definir uma data para que as atividades sejam liberadas. Clubes e federação ainda esperam que haja uma autorização das entidades de saúde mineiras para retornarem ao trabalho.





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