Alexandre Gama celebra sucesso na Tailândia e sonha com novos voos na Ásia

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Alexandre Gama está na Tailândia desde 2014 (site oficial do Muangthong)
Alexandre Gama está na Tailândia desde 2014 (site oficial do Muangthong)

Quando se fala em futebol asiático, grande parte das pessoas pensa em Japão, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes e Catar. Porém, foi na Tailândia que o técnico Alexandre Gama ganhou prestígio no continente, com um trabalho vencedor e capaz de ajudar o país a se estruturar para sonhar com a disputa de sua primeira Copa do Mundo.

Alexandre chegou à Tailândia em 2014, com o objetivo de desbravar um novo mercado, que não era conhecido dos brasileiros. Desde então, ele colecionou títulos, trabalhou em três clubes (Buriram United, Chiangrai United e Muangthong United) e na seleção olímpica. Além disso, campeonato local cresceu e os jogadores do país ganharam prestígio fora do país.

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- Eu cheguei ao país em 2014, estava no Catar. Eu vim para a Tailândia, um local que ninguém conhece muito. Eu gostaria de entrar em um novo mercado, diferente de onde os brasileiros têm uma entrada forte. Apareceu a oportunidade e eu vim para o time certo, na hora certa, que era o Buriram United. Desde então, ganhei todos os títulos possíveis e bati muitos recordes. Temos um campeonato forte, com muito investimento e jogadores locais saindo para jogar em centros mais fortes.

Apesar do desejo de voltar ao futebol brasileiro, ele fez questão de afirmar que, atualmente, o seu mercado de trabalho está na Ásia. Alexandre elogiou a forma como os clubes do continente valorizam e respeitam o trabalho dos treinadores.

- Eu sou bem realista. Atualmente, o meu mercado é aqui, onde sou muito respeitado. Na Ásia, o meu nome é bem conhecido. Aqui se respeita muito o trabalho, diferente do Brasil. Tenho bastante prestígio na Ásia. Eu sonho voltar para o Brasil, é o meu país. Um dia eu vou precisar voltar. Eu tentei isso em 2013, quando eu estava na seleção da Coreia do Sul. Tentei, mas não apareceram muitas coisas. No Brasil buscam um grande nome e não um grande trabalho para dar uma resposta aos torcedores.

Confira outros trechos da entrevista:

Em quanto tempo você acredita que a Tailândia estará em condições de lutar por uma vaga para a Copa do Mundo?

- Já começou o processo para levar o país para uma Copa do Mundo. Na Ásia não é fácil conseguir a classificação. Acredito que, em mais dois Mundiais, a Tailândia vai brigar por uma vaga. O trabalho de base está sendo muito bem feito.

Como foi a sua passagem pela seleção olímpica da Tailândia?

- A passagem pela seleção foi muito boa. O que aconteceu, na verdade, foi que eu tinha feito um contrato com a federação para assumir a seleção olímpica e depois também a principal, a partir de abril de 2019. O acordo foi quebrado e eu sai. É uma seleção muito promissora. Os jogadores são jovens, mas têm qualidades. Eles evoluíram muito, desde que eu cheguei há cinco anos.

Você tem o desejo de trabalhar em outros países da Ásia?

- Falando de Ásia, o grande sonho é o Japão. Eu gosto muito do país, da cultura, Já apareceu uma oportunidade, mas eu não podia quebrar o meu contrato. Foi frustrante, mas entendo. Na China também apareceu a mesma situação. Um dia vai acontecer. Mas eu estou bem feliz na Tailândia e me sinto valorizado.

Como é a sua relação com o Romário, após o desentendimento que vocês tiveram no Fluminense? (Gama barrou o atacante, que usou a frase: "Ele acabou de sentar no ônibus e já quer ir na janela?)

- Quem é do meio do futebol sabe que é uma frase bem corriqueira. Só depois de muitos anos que eu realizei o que aconteceu. Tinha muita coisa envolvida. Atrapalhou um pouco a minha carreira. Eu tirei o time da zona do rebaixamento e terminamos o Campeonato Brasileiro na nona posição. Cheguei a conversar com o Romário depois, já está tudo zerado. O Romário é uma grande pessoa, sempre nos demos bem. Não temos mais muito contato porque depois eu sai, fui morar fora. Só volto ao Brasil nas férias. Sempre aprendemos quando ganhamos e perdemos.

Você ainda acompanha o Fluminense?

- Eu tenho uma relação muito grande com o Fluminense. Comecei no clube como jogador e vivi muito tempo por lá. Depois tive o privilégio de trabalhar como treinador na base e no profissional. Eu acompanho todo o futebol brasileiro, mas é claro que olho mais o Fluminense. Ainda tenho muitos amigos no clube. O futebol brasileiro está sempre no meu radar, já que contratamos muitos jogadores estrangeiros.

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