Alexandre Frota diz que pedirá impeachment de Jair Bolsonaro

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Deputado Alexandre Frota durante sessão na Câmara dos Deputados
Deputado Alexandre Frota durante sessão na Câmara dos Deputados

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou que entrará com um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seu antigo aliado. A informação é do jornalista Guilherme Amado, publicada em sua coluna na Revista Época.

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Segundo o jornalista, o deputado federal solicitou a um grupo de advogados para prepararem um pedido de impeachment pela incitação da população contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal) no ato do próximo dia 15 de março.

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O deputado deverá, de acordo com a coluna, apresentar o pedido nos próximos dias. Frota criticou a iniciativa e prometeu ir às ruas enfrentar o ex-aliado.

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“Eu acabo de solicitar a uma junta de advogados que, diante dos fatos, ameaças e do disparo do vídeo do celular dele. Vou entrar com o impeachment, vou assinar. Bolsonaro prometeu que sempre lutaria pela democracia. Mentiroso. Ele está abrindo uma crise institucional”, afirmou, segundo o jornalista.

Frota emendou:

“Não tem direita, esquerda ou centro. Temos que nos juntar e mostrar que é inaceitável isso que ele está fazendo. Tomara que ele não coloque culpa num filho ou num assessor dizendo que não foi ele quem disparou o vídeo”, teria dito Frota, de acordo com Guilherme Amado.

Os atos foram marcados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em defesa do governo, dos militares e contra o Congresso. Também há críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização ganhou força na semana passada, após Augusto Heleno ter atacado parlamentares, acusando-os de fazer "chantagem".

Na terça-feira, Bolsonaro compartilhou por WhatsApp um vídeo convocando para as manifestações. Amigo do presidente, o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) confirmou ao GLOBO ter recebido o vídeo de Bolsonaro. Na manhã desta quarta, sem fazer referência direta ao episódio, o presidente disse que as mensagens trocadas com amigos pelo celular são "de cunho pessoal".

Embora não haja referência ao Congresso ou ao STF no vídeo, a peça deixa explícita a chamada para os atos do dia 15 que têm sido convocados também como protesto contra as duas instituições.

MENSAGEM DE CUNHO PESSOAL

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que as mensagens trocadas com amigos pelo celular são "de cunho pessoal". A afirmação ocorreu um dia após Bolsonaro compartilhar por WhatsApp um vídeo convocando a população para atos contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para ocorrer no dia 15 de março.

Em texto publicado em suas redes sociais, o presidente não fez referência direta ao episódio, mas afirmou que troca mensagens "de forma reservada" com "poucas dezenas de amigos" no aplicativo de mensagens. Na mensagem, Bolsonaro também afirma que usa suas redes sociais para manter "uma intensa agenda de notícias não divulgadas por parte da imprensa tradicional".

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