Alemanha perde patrocínio após polêmica de braçadeira

Em meio às polêmicas, rede de supermercados rompeu com a Alemanha para não ter imagem ligada à FIFA.
Em meio às polêmicas, rede de supermercados rompeu com a Alemanha para não ter imagem ligada à FIFA. Foto: (Alexander Hassenstein/Getty Images)

Ainda em meio às polêmicas envolvendo o uso das braçadeiras "One Love" na Copa do Mundo do Catar, que está sendo realizada entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro deste ano, a Federação Alemã de Futebol perdeu o patrocínio de uma rede de supermercados da Alemanha, mas a razão não é negativa.

De acordo com Lionel Souque, CEO da Rewe, em entrevista ao jornal alemão Bild, a intenção da rede é de distanciar a sua imagem da FIFA e de Gianni Infantino, seu mandatário: "Nós defendemos a diversidade - e o futebol também é diversidade. A posição escandalosa da Fifa é absolutamente inaceitável para mim como CEO de uma empresa diversa e como fã de futebol". Em outubro, a Rewe já havia informado à Federação Alemã que não pretendia renovar o contrato de patrocínio, mas, à época, a razão não era a das braçadeiras de capitão.

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Seleções recuam no uso da braçadeira colorida após ameaça da FIFA

As seleções de Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Suíça anunciaram em comunicado conjunto que não vão usar as braçadeiras de capitão coloridas em seus jogos do Mundial 2022, depois de a FIFA ter ameaçado que os capitães de equipe poderiam receber cartão amarelo por entrarem em campo com as cores da comunidade LGBTQIA+.

“A FIFA deixou muito claro que imporá sanções desportivas se os nossos capitães usarem as braçadeiras em campo. Não podemos colocar os nossos jogadores numa posição em que possam enfrentar sanções desportivas, incluindo cartões amarelos, por isso pedimos aos capitães que não tentem usar as braçadeiras nos jogos do Mundial”, refere a nota das federações.

As seleções estavam dispostas a pagar multas, mas reconhecem que não podem sujeitar os jogadores a “receber um cartão amarelo ou até mesmo serem forçados a deixar o campo”.