Al-Qaeda pede a muçulmanos que evitem Copa 'imoral' no Catar

Catar informou ter treinado mais de 50 mil pessoas para trabalharem na segurança dos torcedores que foram à Copa. Foto: Juan Mabromata/AFP via Getty Images
Catar informou ter treinado mais de 50 mil pessoas para trabalharem na segurança dos torcedores que foram à Copa. Foto: Juan Mabromata/AFP via Getty Images

A Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) pediu aos muçulmanos de todo o mundo que evitem a Copa do Mundo da FIFA atualmente em andamento no Catar, embora o grupo terrorista não tenha feito ameaças de realizar ataques ou convocar atos de violência.

A AQAP, que é uma afiliada com sede no Iêmen, condenou o país-sede do torneio por "trazer pessoas imorais, homossexuais, semeadores de corrupção e ateísmo para a Península Arábica". O grupo também afirmou que o evento serviu para desviar a atenção da "ocupação de países muçulmanos e sua opressão".

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"Avisamos nossos irmãos muçulmanos de seguirem ou comparecerem a este evento", disse a AQAP em um comunicado, de acordo com um relatório do SITE Intelligence Group no sábado (19), um dia antes do início da Copa do Mundo.

Houve controvérsia em torno do evento, especialmente no oeste sobre o histórico de direitos humanos do Catar, incluindo direitos LGBTQIA+, além de restrições sociais e proibição de álcool nos estádios. No entanto, um funcionário do governo do Catar disse à CNN em um comunicado que o país anfitrião era um país inclusivo. "Todos são bem-vindos ao Catar", dizia o comunicado, acrescentando: "Nosso histórico mostra que recebemos calorosamente todas as pessoas, independentemente de sua origem".

O Al-Qaeda já foi assunto nessa Copa do Mundo, já que o luxuoso hotel cinco estrelas Tivoli Souq Al-Wakra, casa da Inglaterra durante a passagem pelo Catar, é acusado de financiar os terroristas da Al-Qaeda, conforme apuração do jornal Daily Mail.

Para evitar qualquer problema relacionado à possíveis ataques terroristas na principal competição de seleções de futebol do mundo, o Catar informou ter treinado mais de 50 mil pessoas para trabalharem garantindo a segurança dos torcedores que foram ao país árabe.