Al Iaquinta acusa UFC de usar bônus para controlar lutadores

Depois de quase dois anos sem lutar, Al Iaquinta pisou no octógono no último final de semana para atropelar Diego Sanchez e recolocar seu nome em posição de destaque na divisão dos pesos-leves (70 kg). No entanto, seu discurso pós-luta deixou claro que sua relação com o evento chegou ao limite. E, como esperado, o fator financeiro parece pesar para que as partes não se entendam.

Em entrevista ao programa ‘MMA Hour’, Iaquinta acusou a organização de usar os tradicionais bônus de 50 mil dólares (cerca de R$ 157 mil) para os protagonistas das melhores performances e melhores lutas da noite como uma forma de controlar as decisões dos competidores. Afinal, tal valor seria superior às bolsas pagas para a maioria dos lutadores que competem no evento.

“50 mil dólares de bônus… Um bônus é para ser algo extra. 50 mil dólares é algo como três vezes mais do que alguns desses caras ganham. Isso não é um bônus, é uma mudança de vida. Parece ótimo, mas adivinhe. É uma forma deles te controlarem. Você vai lá e agradece ao UFC, Joe Silva, Lorenzo Fertitta… E eles é que dão os bônus”, criticou, garantindo que ele deveria, ao menos, ter recebido tal valor pelo nocaute aplicado em Sanchez.

“Apenas por não vencer o bônus… Não sei, não sei se foi porque eu não mereci ou porque eles tentaram me anular. No passado me disseram que eu não poderia ganhar prêmios e talvez tinham isso em mente. Toda essa coisa de bônus é ridícula”.

Aos 29 anos e dono de um cartel de 13 vitórias, três derrotas e um empate, o americano parece disposto a deixar seus problemas extra-octógono interromperem uma das mais promissoras carreiras dos leves. Vice-campeão do TUF, o americano acumula triunfos sobre veteranos do calibre de Diego Sanchez, Jorge Masvidal, Joe Lauzon e Ross Pearson.