Alê se despede do handebol após cinco Olimpíadas para buscar o sonho de ser mãe

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*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ - 26.07.2016: - Alexandra Nascimento durante Treino da Equipe de Handebol Feminino. (Foto: André Horta /Fotoarena/Folhapress)
*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ - 26.07.2016: - Alexandra Nascimento durante Treino da Equipe de Handebol Feminino. (Foto: André Horta /Fotoarena/Folhapress)

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Um dos maiores nomes do handebol brasileiro, Alexandra Nascimento, 39, se despediu das quadras nesta segunda-feira (2), em Tóquio.

A atleta deixa o Japão sem a medalha que dedicou a vida para conquistar, mas convicta de que é hora de buscar outro sonho: o de ser mãe.

Eleita melhor jogadora do mundo em 2012 e campeã mundial em 2013, Alê faz parte de uma geração vitoriosa do handebol nacional. Ao lado de Duda Amorim, as duas fizeram história com a camisa da seleção e também nos clubes por onde passaram.

"Não tenho medo do futuro, entreguei toda minha vida ao handebol e faria tudo de novo, entreguei com prazer e garra, entreguei com muito amor", afirmou Alexandra, ao sair da quadra do ginásio de Yoyogi, após a derrota para a França que decretou a eliminação do Brasil nos Jogos Olímpicos.

"Vou parar de jogar hoje mesmo, não é por cansaço, não é por não estar rendendo, é porque eu quero ser mãe também", completou.

O Brasil começou bem a campanha olímpica, mas foi se desencontrando e não conseguiu mais se recuperar na competição. Em cinco jogos, conseguiu um empate, três derrotas e apenas uma vitória.

"O handebol já me deu tanta coisa, e eu preciso aproveitar para tentar esse outro sonho. Tentei o sonho da medalha, não veio, mas agora é o sonho de ser mãe", disse, emocionada.

Alê disputou pela seleção sua quinta edição das Olimpíadas. Trajetória que começou em Atenas-2004, chegando ao sétimo lugar, depois ficou na nona colocação em Beijing-2008, em sexto na Londres-2012 e, por fim, em quinto na Rio-2016.

A expectativa era de dar mais um salto na participação do handebol nos Jogos e chegar pela primeira vez em uma semifinal.

Campeã com a seleção em 2013, a atleta disputou sete edições de Mundiais na carreira. O primeiro deles, quase 20 anos atrás, na Croácia.

No esporte desde os dez anos de idade, Alê sofreu algumas lesões, mas que não limitaram sua capacidade de jogar e chegar, aos 39 anos, em alto nível nos Jogos Olímpicos. Em 2017, teve que passar por uma cirurgia no ligamento cruzado de seu joelho esquerdo, uma das mais sérias lesões para um esportista.

"Faz cinco anos que estou com um pé em ser atleta e um pé em ser mãe. Meu corpo respondeu muito bem, mesmo na operação de cruzado, eu consegui voltar muito bem", disse ela.

"Meu objetivo é me concentrar pensando mais no meu corpo, para estar visualizando a gravidez, é o meu objetivo", finalizou.

Referência da equipe ao lado de Alê, Duda Amorim não falou com a imprensa após a partida diante da França, nesta segunda. Ela também preparava a despedida das quadras nessa edição das Olimpíadas.

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