Além da polêmica, clubes que apostam no goleiro Bruno arriscam patrocínios

Stats Perform News

Depois de anunciar a contratação do goleiro Bruno, ex-Flamengo, o Rio Branco, do Acre, começou a sofrer com algumas consequências do que considera uma das principais contratações do clube na história. E não é a primeira vez que algo assim acontece. 

O presidente do clube acreano, Valdemar Neto confirmou por meio de um vídeo a contratação do goleiro de 35 anos de idade, que atualmente cumpre pena pelo homicídio triplamente de Eliza Samúdio e do sequestro e cárcere do filho dos dois, em 2010. 

No entanto, o reforço por enquanto não trouxe as consequências positivas que pretendia o presidente do Rio Branco. Apenas um dia depois do anúncio, já começaram a aparecer problemas para o clube, o primeiro deles foi a perda do único patrocínio que o Estrelão tinha para a temporada. Após 14 anos de parceria, uma rede de supermercados local anunciou a suspensão do patrocínio - que era destinado a alimentação dos jovens das categorias de base do clube. 

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O dono da rede, Ademar Araújo explicou ao Globoesporte.com que o rompimento não é definitivo e que acredita que um ser humano merece uma segunda chance, mas que não pode ir contra a opinião pública por se tratar de um comércio.

Além do patrocínio, o Estrelão perdeu também a treinadora da sua equipe feminina de futebol que, por meio de uma postagem em rede social, explicou que entende a situação financeira do clube, mas que sua história e suas crenças a impedem de seguir no time após a contratação de Bruno. 

"No esporte de rendimento, atletas são figuras públicas e socializam e influenciam comportamentos, e meu humilde entendimento é que essa oportunidade dada ao goleiro Bruno, em nossa amada equipe, legitima a ineficácia das leis em nosso país, socializa a impunidade aos feminicidas e, por fim, macula a imagem de nossa equipe", escreveu Rose Costa em parte da postagem. 

E esta não é a primeira vez que um clube encontra dificuldades por causa da contratação de Bruno. Ainda no início de 2020, o Fluminense de Feira desitiu do acerto com o goleiro e, logo após, o Operário Várzea-grandense, do Mato Grosso, que já havia anunciado a contratação, voltou atrás após a repercussão negativa nas redes sociais e a perda de patrocinadores, mesmo com quase tudo acertado para que o ex-Flamengo vestisse a camisa do clube. 

À época do crime, em 2010, Bruno defendia o Flamengo, clube pelo qual havia sido campeão brasileiro no ano anterior. Após investigações, o goleiro foi acusado e condenado pelos crimes contra a ex-amante, Eliza Samúdio, e Bruninho, o filho do casal. Ele cumpria pena em regime semiaberto domiciliar em Varginha e, em julho de 2019,  conseguiu a progressão de pena. Atualmente Bruno mora em Cabo Frio-RJ. 

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