Agora no comitê, Manoel Renha foi peça importante na evolução da base do Botafogo

Sergio Santana
LANCE!
Manoel Renha na reunião do Conselho Deliberativo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Manoel Renha na reunião do Conselho Deliberativo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


O Botafogo foi o clube que mais utilizou atletas da base no Campeonato Brasileiro em 2019. Quinze ao todo. Por mais que a caótica situação financeira - e a consequente dificuldade para buscar reforços no mercado - ajude para este número, nunca foi possível ver tantos jogadores formados em General Severiano na equipe profissional. Por trás disto tudo, há um nome em especial: Manoel Renha.

Vale ressaltar que era raro ver um jogador formado nas categorias de base com continuidade na equipe profissional do Botafogo na década passada. Internamente, houve uma completa mudança de pensamento, mesmo que o Alvinegro ainda esteja trás de adversários no que diz respeito a futebol inferior no país.

Desde que Manoel Renha assumiu o cargo de diretor das categorias da base, em 2014, o Botafogo conquistou dez títulos, entre os níveis juvenil e mirim, mais do que em todos os anos do atual século somados. Por mais que o principal objetivo do futebol de base não sejam conquistas e sem criar uma continuidade com o profissional, os garotos do Alvinegro passaram a se acostumar a levantar troféus.

Além disto, a base se tornou a principal fonte de renda do Botafogo, algo que acontecia com pouca frequência no começo da década - Vitinho e Dória são exceções nesta relação. Matheus Fernandes e Igor Rabello, vendidos para, respectivamente, Palmeiras e Atlético-MG renderam mais de R$ 30 milhões aos cofres alvinegros.

Em 2019, o Botafogo contou com Marcinho, Marcelo Benevenuto sendo titulares com frequência. Yuri, Luís Henrique, Igor Cássio e Rhuan terminaram a temporada com aparições regulares no onze inicial e outros jogadores, como Fernando e Gustavo Bochecha, foram opções de confiança dos treinadores, seja no banco ou iniciando partidas.







- O Renha é um cara muito bom. Desde quando eu era da base ele sempre lutou muito pela gente, para termos as melhores condições de trabalho. Ele é um cara que sempre nos ajuda e nos aconselha. É realmente uma pessoa muito boa - afirmou, com exclusividade ao LANCE!, Caio Alexandre, volante que deve ter chances no time profissional do Botafogo em 2020.

Manoel Renha, contudo, deixou o cargo responsável por cuidar do futebol de base para dedicar seu tempo inteiramente à transição para a Botafogo S/A. O dirigente é um dos membros do comitê de futebol, que cuida das contratações da equipe profissional para 2020.

Base servindo o time profissional, jogadores criados em General Severiano ajudando no fluxo de caixa... O cenário parecia irreal, mas Manoel Renha, com a ajuda de Tiano Gomes, que deve assumir o papel de diretor a partir de 2020, mudou este patamar. O Botafogo caminha para se tornar um clube formador e a maior esperança neste âmbito é a equipe sub-15, com Matheus Nascimento, atacante, e Kauê, volante, ambos campeões sul-americanos com a Seleção Brasileira da categoria.

JOGADORES DA BASE DO BOTAFOGO UTILIZADOS NO BRASILEIRÃO:
​Marcelo Benevenuto
Kanu
Marcinho
Fernando
Jonathan
Lucas Barros
Gustavo Bochecha
Wenderson
Rickson
Yuri
Rhuan
Lucas Campos
Igor Cássio
Vinicius Tanque
Luis Henrique

TÍTULOS CONQUISTADOS NA "ERA RENHA"
- Campeonato Carioca - Categoria Infantil (2014)
- Campeonato Carioca sub-20 (2014)
- Zayed Cup sub-20 (2014)
- Copa Amizade Brasil-Japão (2015)
- Torneio Octávio Pinto Guimarães (2015)
- Campeonato Carioca sub-20 (2016)
- Rui Barbosa Cruzeiro Cup (2016)
- Campeonato Brasileiro sub-20 (2016)
- Campeonato Carioca - Categoria Mirim (2017)
- Torneio Octávio Pinto Guimarães (2017)

































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