Agente de Borja "cutuca" Mano Menezes; relembre a trajetória do atacante no Palmeiras

Embalado por um ano mágico em 2016, quando foi o algoz do São Paulo na Copa Sul-Americana, Miguel Borja chegou ao Palmeiras para ser a grande contratação de 2017 . Depois de grande novela, que chegou a envolver até contas fake do cabeleireiro do atleta, o colombiano assinou com o Verdão no dia 9 de fevereiro.

Borja chegou com status de superstar: foi anunciado um dia depois da renovação do patrocínio da Crefisa no Palmeiras, chegou como a quarta maior contratação da história do futebol brasileiro e com a camisa 12, do ídolo Marcos. Quase três anos depois, sua relevância no clube se resume ao seu empresário estar vindo a público para cutucar o treinador da equipe.

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Depois de Mano Menezes declarar no Bola da Vez, da ESPN, que "Borja não era uma estrela quando o Palmeiras o contratou", Juan Pachón, empresário do colombiano, publicou uma nota contando a trajetória do atleta no Verdão, antes de dizer que "Mano, apesar de seus 22 anos de carreira como técnico profissional, ainda não tem nenhum título internacional, tampouco um Campeonato Brasileiro."

Na sua trajetória, Borja sofreu com várias trocas de treinadores, inconstância e buracos em seu jogo que fizeram certos técnicos preferirem outro tipo de centroavante. O colombiano chega ao Palmeiras em 2017 sob o comando de Eduardo Baptista para ser a solução para o problema de gols da equipe. Depois de um começo bom, com dois gols em dois jogos, começa a perder muitos gols, passa em branco na Libertadores 2017 e perde espaço .

Pior: vê Eduardo Baptista, apreciador de seu futebol, ir embora. Para o seu lugar, chega Cuca, treinador que prefere um estilo de centroavante maior e mais forte no jogo aéreo. Insatisfeito com Borja, Cuca pede a contratação de Deyverson, que chega com investimento alto para o titular da posição . Em menos de um ano, o colombiano foi de "solução" a "problema".

No ano seguinte, a história foi parecida. Com Roger Machado, contratado para dar uma cara mais ofensiva a equipe, ganhou espaço e foi o grande destaque do começo do ano do Palmeiras, com seis gols em seis jogos na Libertadores. No penúltimo jogo antes de ir para a seleção colombiana na Copa do Mundo, contra o Junior Barranquila, por exemplo, fez seu primeiro hat-trick com a camisa do Verdão.

O colombiano retorna a um Palmeiras completamente diferente: Roger não resistiu a uma sequência de resultados medianos no Brasileirão e foi demitido . Para o seu lugar, chegou o ídolo Felipão. Novamente, Borja perde espaço e vê sua posição de titular ameaçada por Deyverson, antes escanteado pelo atual treinador do Bahia.

De titular absoluto na fase de grupos da competição, Borja perde sua condição de titularidade e joga apenas 27 minutos no jogo decisivo da semi-final da Libertadores, a eliminação diante do Boca Juniors. Com as boas atuações de Deyverson no final do ano , o colombiano chega em 2019 sendo indiscutivelmente o centroavante reserva do Palmeiras, uma posição em que nem mesmo o titular era uma unanimidade .

Em 2019, só foi utilizado com constância no Paulistão: teve apenas dois jogos na fase de grupos da Libertadores, e em certo período da temporada, atuou apenas duas vezes em uma sequência de 15 partidas. Marcou duas vezes contra o Godoy Cruz e deu a classificação ao Palmeiras nas oitavas-de-final da Liberta, mas viu a eliminação do clube diante do Grêmio exclusivamente do banco de reservas.

Willian Palmeiras Grêmio Libertadores
Willian Palmeiras Grêmio Libertadores

Com a queda de Felipão, a chegada de Mano e a lesão de Luiz Adriano, contratado para ser o titular absoluto da posição, o colombiano poderia esperar mais minutos, quem sabe . Porém, novamente havia um Deyverson em seu caminho. Com Mano, o centroavante que ganhou espaço foi o brasileiro. 

Miguel Borja chegou ao Palmeiras como o grande destaque da América do Sul, um jogador jovem, de 24 anos, com mercado e que estava ganhando seu espaço na seleção chilena. Hoje, com a chegada de Henrique Dourado, se tornou a quarta opção do ataque palmeirense, que quer se livrar do jogador, mas não encontra compradores.

Assim, a tendência é que Borja termine seu contrato (que se encerra no final de 2021) e amargue mais alguns anos atuando muito pouco, enquanto é um ônus nos cofres do Palmeiras, já que o clube desembolsou uma grande quantia para contar com o jogador. Era a solução, e se tornou o problema.

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