Advogado do Palmeiras viaja para entregar dossiê da briga à Conmebol

Fellipe Lucena

O Palmeiras preparou uma espécie de dossiê para mostrar à Conmebol que a batalha campal da última quarta-feira foi causada por uma armadilha montada pelo Peñarol na arena Campeón del Siglo. Leonardo Holanda, advogado do clube, embarcou a Assunção (PAR) na manhã desta sexta-feira para entregar o material pessoalmente na sede da entidade que comanda o futebol sul-americano.

O Palmeiras vai apresentar uma filmagem em câmera aberta, feita por seu departamento de análise de desempenho, em que está registrado o início da briga. As imagens mostram que, ainda antes do apito final, Willian leva um soco na cabeça, por trás.

Na sequência, assim que o jogo termina, Felipe Melo é cercado por diversos jogadores uruguaios e levanta os braços para deixar claro que não quer entrar na briga. O volante tentou se afastar da confusão, correndo de costas, mas os adversários continuaram partindo para cima dele. Foi aí que o camisa 30 do Verdão reagiu e deu um soco em Matías Mier, camisa 10 do Peñarol.

As imagens também comprovam que Fernando Prass também foi cercado por atletas uruguaios e acabou sendo agredido por dois deles ao mesmo tempo, sem reagir.

O material do Palmeiras também conta com imagens mais fechadas da confusão e depoimentos de quem presenciou tudo. O mais grave, na visão do clube, é que os portões que davam acesso ao gramado foram fechados de propósito duas vezes durante a briga: primeiro quando os seguranças alviverdes tentaram entrar no gramado para proteger os jogadores - o que eles acabaram conseguindo fazer - e depois quando os brasileiros tentaram sair para o vestiário.

O Palmeiras cobra uma punição severa para a equipe uruguaia. Ao mesmo tempo, quer provar que não teve nenhuma culpa na briga para não receber nenhuma sanção. Outra preocupação é evitar que Felipe Melo receba um longo gancho pelo soco que deu em Mier.







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