Adversário da Argentina, Uruguai é grande exemplo para Scaloni

Argentina e Uruguai se enfrentam às 16h15 desta segunda-feira (18), em Tel-Aviv. O duelo entre Albiceleste e Celeste é recheado de história, rivalidade e jogos do mais alto nível – inclusive final de Copa do Mundo.

O choque de sul-americanos também colocará frente a frente treinadores em situações distintas.

De um lado, Lionel Scaloni começou há pouco sua carreira e logo teve a responsabilidade de comandar a Argentina. Do outro lado, Óscar Tabárez tem quase 40 anos de carreira, título de Libertadores (1987, com o Peñarol), Copa América (2011), já treinou o Milan e trabalha ininterruptamente na seleção uruguaia desde 2006.

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Acumulando bons resultados desde a eliminação na Copa América de 2019, a equipe de Scaloni ainda não perdeu nos cinco amistosos desde então. E vai encontrar, em Israel, justamente uma das seleções que inspiram o trabalho do argentino – que elogiou a capacidade de Tabárez para recolocar os uruguaios como protagonistas no futebol mundial.

“Vamos jogar contra uma das melhores seleções do mundo, que possui uma mescla de juventude e gente com o nível mais alto de experiência, e sabemos o quão perigosos são eles”, afirmou em sua entrevista coletiva prévia ao clássico.

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Oscar Tabárez, treinador do Uruguai (Foto: Getty Images)

“Sou um admirador fiel da idiossincrasia do futebol uruguaio. Admiro o seu treinador e o caminho a seguir é um pouco (parecido) ao que eles iniciaram faz alguns anos. Confiamos na forma que eles têm de ver o futebol, com o sentido de pertencimento que nós também temos. É esta a forma de buscar fazer algo lindo com a seleção”.

E se, dentro de campo, há alguém que simboliza perfeitamente esta mentalidade de pertencimento defendida por Scaloni é justamente Lionel Messi, que desde que passou a trabalhar com o treinador enfim começou a cantar o hino de seu país e também protagonizou polêmicas – a última delas quando mandou Tite calar a boca durante amistoso contra o Brasil.

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