Adversário do Botafogo, Guarani chega sem principal jogador e com desequilíbrio entre ataque e defesa

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O décimo nono de 38 capítulos. A última rodada do primeiro turno da Série B do Brasileirão reserva um confronto direto para o Botafogo: nesta quarta-feira, o Alvinegro enfrenta o Guarani, que tem um ponto a mais e está uma posição acima na classificação, no Brinco de Ouro, às 19h.

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A partida, portanto, é fundamental para as pretensões do Botafogo: uma vitória pode colocar a equipe comandada por Enderson Moreira no G4. O Guarani, adversário da vez, passa por um momento de inconstância na Série B: com recentes baixas no elenco, o momento do Bugre não é o mais positivo.

– O time chega com o reforço de três titulares, Diogo Mateus, Bidu e Bruno Sávio, e desfalcado por dois, sendo um titular, o Thales. São seis pontos nos últimos 15 disputados, com duas vitórias e três derrotas. O time passa por um período de instabilidade a partir da saída do Davó - explicou Lucas Rossafa, setorista do Guarani no "Esporte News Mundo", ao LANCE!.

O time comandado por Daniel Paulista não é regular dentro de campo: se tem o melhor ataque da Série B - 28 gols marcados até aqui -, a defesa causa dores de cabeça e passa por mudanças constantes jogo após jogo.

– A equipe joga com estilo ofensivo. O ponto forte é o ataque, o melhor da Série B com 28 gols marcados, mas a defesa é o ponto frágil, inclusive no gol, onde uma troca é estudada - afirmou.

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O Guarani, com 24 gols levados em 18 jogos disputados, tem a terceira pior defesa do Campeonato Brasileiro. Levando em consideração apenas os dez primeiros colocados na tabela, o Bugre tem o pior sistema defensivo.

– O miolo de zaga tem tido muita rotatividade, sem contar que a dupla de volantes, como o Daniel Paulista (treinador) sempre diz, precisa dar ajuda na marcação, que começa lá na frente - completou o jornalista.

A DOR DE CABEÇA
A equipe, portanto, não possui um equilíbrio entre ataque e defesa. Se o Guarani marcou gols em 15 das 18 partidas que disputou até aqui na Série B, teve a própria meta vazada em onze compromissos.

​– É um setor que tomou oito gols em dois jogos contra Vasco e Vila Nova. A dupla de zaga tem sido sempre modificada. Thales, que é titular, está suspenso. Ronaldo Alves, que deve jogar, já passou tempo no departamento médico por problema na coxa. Carlão, que vai jogar, teve duas lesões musculares de junho para cá, sendo uma na panturrilha, e ficou fora por mais de um mês - analisou.

Por outro lado, o sistema ofensivo pretende oferecer muito perigo: além dos números já apresentados, o Guarani tem a quarta maior média de finalizações do Campeonato Brasileiro - 10,9 chutes por jogo - e a terceira que mais acerta o gol adversário: 4.8 oportunidades por partida.

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AUSÊNCIA SENTIDA
O ataque do Guarani, contudo, terá uma baixa importante: Régis, lesionado, deve desfalcar o Bugre até o mês que vem. O meio-campista é o artilheiro da equipe no Brasileirão, com sete gols, e principal garçom, com cinco assistências. Ele é o jogador com mais participação em gols em toda a Série B.

​– A falta dele é enorme. É o principal jogador do time, artilheiro do elenco e líder em assistências. Todas as vitórias do Guarani na arrancada no primeiro turno têm participação direta dele com gol ou passe. É o melhor do time e jogador mais decisivo da equipe nessa Série B - ressaltou Lucas.

Guarani x Brusque
Guarani x Brusque

Régis é o destaque do Guarani (Foto: Thomaz Marostegan/Guarani FC)

Nas últimas três partidas que o Bugre disputou sem o meia, a média de gols da equipe diminuiu para 1,3 tento por jogo. Com ele em campo, este número era de 1,8 gol.

– Dos jogadores que estão aptos para jogar Bruno Sávio é o artilheiro do time com sete gols no ano. Os dois laterais (Diogo Mateus e Bidu) também são regulares e voltam de suspensão. Dois atletas intocáveis estão fora: Rodrigo Andrade e Régis - completou.

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