Adriano fala sobre volta ao Brasil e idolatria na Itália: 'Sou um dos jogadores mais incompreendidos do planeta'

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Em longo depoimento ao site "Players Tribune", o ex-atacante Adriano falou sobre a carreira, a idolatria na Itália e a relação com o futebol. Atualmente vivendo no Rio de Janeiro, o jogador lembrou a infância na favela e valorizou a proximidade de amigos e família.

— Ganhei muito dinheiro na minha carreira. Mas quanto dinheiro você pagaria para se divertir de novo? Você sabe o que eu quero dizer?

O jogador explica que a ascensão meteórica, do Flamengo à seleção brasileira, e depois, à Inter de Milão, o assustou de início, e diz que, dos clubes que jogou, os nerazurri têm um lugar especial em seu coração. O Imperador resga elogios à Massimo Moratti, ex-presidente do clube italiano, que "se importava de verdade" e não criou dificuldades para sua saída, em 2008.

— Até hoje, a Inter é o meu clube. Eu amo Flamengo, São Paulo, Corinthians... Amo muitos dos lugares onde já joguei, mas a Inter é algo especial para mim — diz ele.

Volta ao Brasil

O ex-jogador explicou seu retorno da Itália ao Brasil, em 2008. Segundo ele, a morte do pai o mudou, naquele que descreve como "o pior dia da vida", e ele já não conseguia jogar com paixão. O ponto final com a Internazionale aconteceu em conversa com José Mourinho, então técnico da equipe, antes de se apresentar à seleção brasileira.

— Às vezes, acho que sou um dos jogadores de futebol mais incompreendidos do planeta. As pessoas realmente não entendem o que aconteceu comigo. Eles entenderam a história toda errada. É muito simples, para falar a verdade.

O falecimento de Almir Leite Ribeiro, por ataque cardíaco, aconteceu dias após a conquista da Copa América de 2004, com gol salvador de Adriano na virada sobre a Argentina. Ele deixaria a Itália quatro anos depois.

— Eu realmente não queria falar sobre isso, mas vou te dizer que, depois daquele dia, meu amor pelo futebol nunca mais foi o mesmo. Ele amava futebol, então eu amava futebol. Simples assim. Era meu destino. Quando joguei futebol, joguei pela minha família. Quando marquei, marquei para a minha família. Então, quando meu pai morreu, o futebol nunca mais foi o mesmo — relembra Adriano.

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