Admiração por Lauda, vizinho Hamilton e esportes radicais: Mariana Becker abre o jogo ao L!

Felippe Rocha, João Santana* e Rodrigo Portella*
LANCE!


A convidada desta segunda-feira na live "De casa com o L!", no Instagram, já conviveu com astros do esporte, viajou para diversos países e se aventurou em esportes radicais. Mariana Becker, repórter da "Globo" e principal nome das cobertura de Fórmula 1 no canal abriu o jogo ao LANCE!. Para a jornalista, o automobilismo ainda não é popularizado.

- As pessoas que não têm grana e conseguem fazer isso (começar nas corridas) são verdadeiros heróis. Se você quer ter um kart de competição, pneu, mecânico... é uma grana. Quem está trabalhando bem para isso é o Felipe Massa. Ele é o responsável agora na Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e essa é uma preocupação muito grande dele. Teve uma época que ele investiu em uma categoria de base no Brasil, que acabou não dando certo - lembrou ela, que vê em políticas públicas e patrocínios o incentivo ao esporte.

Aos 49 anos, a experiente jornalista mora na Suíça e já teve a oportunidade de cobrir eventos esportivos de todos os tipos. Após um tempo na emissora, teve a oportunidade de estar presente em mundiais de surfe, em 2003 e 2004, e já esteve bem próxima dos motores de veículos muito diferentes dos motores da Fórmula 1: ela participava das transmissões de rally.



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- Eu sempre fui metida em qualquer esporte. Se tem algum esporte que eu não fiz eu vou lá e experimento. O surfe entrou na minha vida como se fosse o primeiro jato de sangue de jornalismo na veia. Eu viajava atrás de ondas perfeitas ou atrás de picos que ainda não tinham sido descobertos. Eu sempre gostei muito de viajar sozinha e a minha companhia era a caneta e o papel. Eu escrevia muito e comecei a escrever sobre as coisas que eu via. E aí às vezes eu olhava um campeonato, mas não queria só olhar - disse ela, que ainda lembrou:

- O Rally entrou na minha vida depois que eu já estava na "Globo". Foi um projeto, o primeiro "Rally dos Sertões", e eu corri como navegadora. Eu queria mostrar como funcionava dentro do automobilismo. A gente via o automobilismo de fora. A gente não tinha ideia do estava passando com a pessoa ali.

Bem perto de Mariana, outro ídolo do automobilismo pode ser considerado vizinho dela por morar "perto" dela. O inglês Lewis Hamilton foi campeão em seis edições do mundial de Fórmula 1 - 2008, 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019. Entre os bastidores dos grandes prêmios, Mariana e Hamilton já conversaram bastante, mas ela conheceu também outros ídolos.

- Eu fui muito agraciada de ter conhecido o Niki Lauda e de ter convivido com ele. Eu não cobria na época do Ayrton Senna, era muito menina. O Niki Lauda, para mim, sempre foi um cara fora do comum, totalmente fora da curva em todos os sentidos - contou Mariana, que ainda elogiou a força de Niki.

- Não só porque ganhou três campeonatos mundiais, que já é um feito por si só admirável, mas pelo fato de ter vivido o que viveu, voltado do jeito que voltou, com a balaclava grudando na pele depois do acidente, movido pela fome de ganhar e de voltar a correr.








Entre tantas curiosidades e aventuras, a jornalista teve a oportunidade de viver bastante dentro do esporte. Na live, ela ainda palpitou sobre o que poderá acontecer com a temporada 2020 da F1 e ainda foi direta ao confessar sobre o ambiente masculino do automobilismo. No entanto, quanto o assunto é melhor do mundo, a gaúcha se divide.

- Eu tenho a impressão de que o tempo do jornalista é sempre pequeno na história, então eu tenho dificuldade para dizer que o cara é o maior de todos os tempos. Para mim, o Hamilton não é o maior de todos os tempos. Ele é o maior agora, mas acho que de todos os tempos, não. Tem um filme do Fangio que mostra o tipo de dificuldade que aqueles caras enfrentavam e a capacidade deles de se reinventar, de se superar a cada corrida, a cada carro era impressionante.

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*sob supervisão de Tadeu Rocha






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