Adalvo Argolo é reeleito presidente da CBSurf

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Adalvo Argolo foi reeleito presidente da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), nesta quarta-feira, em votação online. Ele recebeu oito dos possíveis 13 votos. Candidato da oposição, Jojó de Oliveira recebu cinco votos.

Havia uma terceira chapa, encabeçada por Ricardo Bocão e Paulo Moura, mas eles desistiram em cima da hora por acharem que não deveria haver a eleição (leia mais abaixo) e a interpretam como irregular.

Aos 58 anos, ele é baiano nascido em Itamaju, criado em Ilhéus e atualmente morador em Salvador. Adalvo segue para o seu segundo mandato, agora com o catarinense Reginaldo Ferreira como vice.

A assembleia para a escolha do presidente foi iniciada às 10 horas, com a participação de cinco federações aptas a votar – Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e os oito integrantes da Comissão de Atletas da entidade - Bruno Galini, Nathalie Martins, Suelen Naraísa e Wiggolly Dantas (Surf), Carlos Bahia (Longboard), Luiz Phelipe Nobre (Para Surfing), Ivan Tadeu dos Santos (Stand Up Paddle) e Eder Luciano (Bodyboarding).

Também foram eleitos, por aclamação, dois novos membros do Conselho Fiscal: Marco Ferragina e Michael Cardoso, ambos de São Paulo. Outra vaga titular e três suplentes serão preenchidas em nova eleição para essa finalidade.

- Agradeço ao Jojó e a Brigitte pela força e caráter de ir até o final da eleição e a todos que participaram da assembleia, principalmente a lisura que a comissão eleitoral promoveu nesse processo. Quem agradece aqui não é o Adalvo, é o esporte”, ressaltou. “Jojó e Brigitte e também a chapa Nação Surf, estamos abertos a conversar para que tragam novas ideias para que a gente possa melhorar ainda mais essa relação nossa com o atleta, para que o surf seja mais fortalecido - comentou Adalvo.

Tentativa de cancelamento

Ao longo da última semana, a chapa "Nação Surfe Brasil", junto com outras seis federações (Pernambuco, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Ceará) moveram uma ação na 5ª Vara Cível de Salvador, onde fica a sede da CBSurf, para barrar a eleição. Eles argumentavam que a CBSurfe tinha irregularidades, como endereço de sede errado, pouca transparência na prestação de contas e eleição errada na formação da Comissão dos Atletas.

A decisão judicial foi a favor das federações. A CBSurf recorreu. Então, o desembargador Emílio Salomão Resedá decidiu suspender dois itens (publicação de novo edital e necessidade mínima de apoio para se candidatar) da decisão do juiz da 5ª Vara Cível de Salvador, ratificando integralmente os demais termos da decisão. A ordem judicial mais importante, segundo a oposição: realizar novo pleito para a eleição de novos membros da Comissão de Atletas.