Acostumando-se à fama, Pedrinho vira atração até ao aprender a dirigir

Aos 18 anos e com apenas seis jogos como profissional do Corinthians, o meia-atacante Pedrinho ainda está se habituando à fama. O prata da casa esteve no Parque São Jorge nesta segunda-feira para distribuir ovos de Páscoa a crianças ao lado do atacante Léo Jabá e do zagueiro Pablo e, com o aparelho ortodôntico à mostra, sorriu ao falar sobre as suas novas experiências de vida.

Uma delas tem sido aprender a dirigir. Ainda sem habilitação, Pedrinho se junta a alguns amigos nas ruas próximas ao Parque São Jorge, onde treinava quando estava nas categorias de base, para se aventurar ao volante. “Tenho pouco tempo para isso, mas estou começando a tirar a carta. Às vezes, fico dirigindo com os moleques”, comentou o novato.

Quando vira motorista, Pedrinho provoca congestionamentos, mas não pela falta de habilidade com os pés para controlar o acelerador e a embreagem. “É curioso que várias pessoas param o trânsito para pedir para tirar fotos comigo”, divertiu-se o jogador do Corinthians. “Isso é legal. Fico muito feliz pelo reconhecimento”, completou.

O reconhecimento ao trabalho do meia-atacante, um dos destaques corintianos na conquista da última Copa São Paulo, não tem partido apenas de torcedores. O técnico Fábio Carille, que já utilizou Pedrinho contra Ferroviária, Red Bull Brasil, São Paulo, Linense, Universidad de Chile e Botafogo-SP, não hesita em elogiá-lo publicamente.

“Tenho que saber lidar com essas coisas o mais rapidamente possível. Tudo está começando de verdade agora. Eu não estava acostumado. Fico contente com a torcida gritando o meu nome. Só tenho que agradecer a Deus pelo que está acontecendo e continuar com a humildade de sempre”, disse, um pouco mais sério.

Para provar que não se deixou levar pela fama repentina, Pedrinho avisou que comprar um carro não é a sua prioridade. “Quero dar uma vida melhor para os meus pais antes. Eles estão lá em Maceió, morando de aluguel, e eu gostaria de comprar uma casa fixa. Vim de uma família humilde para São Paulo, aos 14 anos, sozinho, e fico feliz por ser motivo de orgulho hoje em dia. Espero poder trazer os meus pais para cá um dia e, aí, sim, finalmente comprar um carro”, projetou.

Enquanto esse dia não chega, Pedrinho se vira para se deslocar pela capital paulista, geralmente pedindo ajuda para o volante Mantuan e o zagueiro Léo Santos, outros jovens provenientes da base do Corinthians. “Tem que ser malandro para conseguir carona. Quando não dá, vou de Uber, que é o que tem”, sorriu o jogador, antes de dar um abraço em Léo Jabá, comer um algodão doce da festa de Páscoa do Parque São Jorge e sair às ruas. A pé.