Acordo entre Zezé e Wagner Pires de Sá gerou incômodo no Cruzeiro

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Wagner Pires de Sá e Zezé Perrella fizeram um novo acerto que incomodou outras lideranças do Cruzeiro (Bruno Haddad/Cruzeiro)
Wagner Pires de Sá e Zezé Perrella fizeram um novo acerto que incomodou outras lideranças do Cruzeiro (Bruno Haddad/Cruzeiro)

As últimas semanas foram intensas na política do Cruzeiro, com muitas idas e vindas. O ato final desse processo foi a criação de um conselho gestor, que inicia nesta segunda-feira a tarefa de cuidar da parte administrativa do clube até o final do mandado do presidente Wagner Pires de Sá, que cumprirá normalmente o triênio 2018/2020. Zezé Perrella seguirá como o responsável pelo futebol.

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Essa reviravolta gerou bastante incômodo entre as principais lideranças cruzeirenses, uma vez que ficou acertado na última semana que o presidente Wagner Pires de Sá seguiria no cargo somente até o fim do ano, antecipando a eleição de dezembro de 2020 para dezembro deste ano.

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Com o acerto, a reunião marcada para o dia 21 deste mês foi cancelada. Assim, Wagner Pires de Sá não corre mais o risco de ser afastado da presidência. Na prática, para ele, não muda muita coisa, já que antes o clube era comandado pelo então vice-presidente de futebol, Itair Machado, que tinha total autonomia no Cruzeiro, garantida por procuração.

Tudo isso foi visto como uma grande vitória de Zezé Perrella, que volta a ser o homem mais forte do Cruzeiro, oito anos após deixar a presidência do clube, no fim de 2011. O ex-Senador da República tomará conta do futebol e com bastante influência sob o conselho gestor. Zezé Perrella escolheu três dos seis nomes (ainda falta um, depois que a indicação de Giovanni Baroni foi rejeitada pelo lado de Wagner Pires de Sá).

Entre alguns líderes do conselho cruzeirense, o ato de Zezé Perrella soou como um golpe. Ele assumiu o poder no clube sem precisar da reunião para afastar o presidente e sem antecipar a eleição. Inclusive, o acordo para manter Wagner Pires de Sá foi feito sem consultar algumas dessas lideranças, que antes articularam para que a oposição tivesse força suficiente na reunião que aconteceria dia 21, para a definição sobre o afastamento ou não do presidente.

Nomes de peso dentro do conselho do Cruzeiro foram colocados de lado ou nem sequer consultado sobre a manutenção de Wagner Pires de Sá no cargo até o fim de 2020.

Paz por pelo menos 50 dias

A demissão de Itair Machado, o afastamento de Wagner Pires de Sá e a nova eleição para presidente em dezembro ou janeiro de 2020. Era o que esperava boa parte da oposição do Cruzeiro. E mesmo após o acerto de que seria assim, apenas a saída de Itair Machado se confirmou. Mesmo com a mudança no rumo político, o momento ruim do time faz com que todos tentem dar uma paz política para o clube e evitem movimentos mais ríspidos, que possam influenciar dentro de campo.

Ninguém quer criar uma instabilidade interna e tornar ainda mais difícil a missão que o Cruzeiro tem dentro de campo. Por isso, pelo menos até o término do Brasileirão ou até que o time fique livre do rebaixamento, o último acerto entre Zezé Perrella e Wagner Pires de Sá será mantido sem grandes contestações. Já depois, uma nova batalha política pode começar.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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