Já existe um ácido melhor que o hialurônico e Reese Witherspoon já é adepta

Baárbara Martinez
·3 minuto de leitura

Devido à pandemia, as necessidades dos consumidores mudaram. Com a pele exposta diariamente às telas e às máscaras de proteção, criou-se o termo "pele de Covid", uma pele caracterizada pela falta de viço e flacidez.

"Com esses fatores, identificamos a necessidade dos consumidores de recorrerem à ciência para encontrarem novas formas para garantir uma hidratação profunda”, confirma a WGSN, líder mundial em previsões e a FOREO Sweden, empresa de beauty gadgets.

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Desta forma, veio a promessa do ácido poliglutâmico, um umectante potente que retém quatro vezes mais a hidratação da pele do que o hialurônico, o queridinho do momento.

O que é?

Ácido poliglutâmico, o princípio ativo que dizem competir com o hialurônico (Foto: Divulgação/WGSN)
Ácido poliglutâmico, o princípio ativo que dizem competir com o hialurônico (Foto: Divulgação/WGSN)

O ácido poliglutâmico é produzido através da fermentação utilizando-se a bactéria Bacillus subtilis encontrada em alimentos como o natto (pequenos grãos de soja cozidos no vapor e fermentados), consumido como iguaria no Japão.

Composto por moléculas grandes, que formam um filme fino sobre a superfície da pele, esse ingrediente ajuda a evitar a perda de umidade da pele, preenchendo as linhas de expressão e iluminando peles sem vida. ⠀

“Com uma consistência mais pegajosa, é utilizado para aumentar a hidratação em pele seca, deixando a pele mais elástica, firme e lisa, pois retém a umidade. Além de manter o PH equilibrado, também ajuda na absorção dos cosméticos”, comenta Geisa Costa, especialista em dermatologia e idealizadora do Art Beauty Center.

Como usar?

De acordo com Dra. Tânia Vilela, dermatologista speaker da Sinclair Pharma, o uso é ideal para peles secas. “Principalmente as com maior tendência a ressecamento. Por exemplo: exposição a baixas temperaturas, clima seco e uso de medicações que ressecam a pele.”

O ácido pode ser usado pela manhã, a noite e em outros momentos, dependendo do nível de ressecamento da pele. “Se a composição do cosmético for apenas o ácido poligutâmico, pode ser usado de acordo com a necessidade de hidratação da pele”.

Pessoas que possuem alergia a soja devem evitar o uso. “Estas pessoas podem desenvolver alergia ao ácido poliglutâmico tópico”

Poliglutâmico x Hialurônico

Segundo Geisa, eles são similares de certa forma. “A função é reter água na pele e promover a hidratação. A diferença é que o poliglutâmico é biodegradável”.

Procedimentos injetáveis

Até o momento, o composto não será adicionado a procedimentos de beleza injetáveis, diferente do ácido hialurônico, que é um componente natural do organismo (não só na derme, mas também nas articulações e áreas cartilaginosas) “O hialurônico é um componente muito mais seguro para injetar. Pode ser que nos próximos anos comecem a fazer estudos com poliglutâmico", comenta Dra. Renata Marques Sitler.

Mercado internacional

Uma das primeiras marcas que deu um destaque todo especial ao ácido foi Charlotte Tilbury, ao lançar o Magic Serum. Na época, a maquiadora se referiu ao produto como o “novo herói hidratante”.

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A atriz Reese Witherspoon já adicionou o ácido em seu ritual de beleza. O segredo foi revelado por Kelsey Deenihan, artista responsável por seu visual no Emmy deste ano. Antes da maquiagem, no preparo da pele, a profissional adicionou com uma fina camada da substância, que foi descrita como "o primer perfeito para bloquear a umidade e criar um véu fino na pele que permite que a maquiagem deslize sem problemas".

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Na ocasião, o produto usado pela estrela internacional foi da marca inglesa The Inkey List, que tem o intuito de criar uma rotina exclusiva para cada cliente.

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Além dessas duas marcas, a coreana It’s Skin Power também adicionou o ácido, em um de seus produtos.

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No Brasil

Enquanto o hialurônico segue bombando, o poliglutâmico ainda não é comercializado no país. “Pode ser até que seja encontrado em farmácias de manipulação. Muitos importam o ativo da China ou da Coreia”, comenta Geisa.

Antes de utilizar o ácido, ou qualquer outro dermocosmético, é recomendado conversar com um dermatologista.