Abel vira escudo e Cruzeiro tenta blindar o time em meio à crise política

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Abel Braga tem trabalhado em vários frentes no Cruzeiro. Desde ajustar o time a blindar o vestiário da crise política do cube (Jeferson Guareze/AGIF)
Abel Braga tem trabalhado em vários frentes no Cruzeiro. Desde ajustar o time a blindar o vestiário da crise política do cube (Jeferson Guareze/AGIF)

"Futebol reflete muito as coisas que estão acontecendo não só dentro de campo, mas fora também, principalmente porque você está vendo essas situações expostas, e o maior prejudicado é o nosso Cruzeiro”.

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O recado do goleiro Fábio foi direto: a crise política em que vive o Cruzeiro pode afetar ainda mais o desempenho do time dentro de campo, deixando mais complicada a missão de evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. E quem tem agido como escudo do elenco neste momento é o técnico Abel Braga.

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Em pouco tempo o novo treinador cruzeirense já caiu nas graças do elenco, nem tanto pelo trabalho em campo, mas principalmente pelo trato diário com os atletas e pela proteção dada a todos num momento tão complicado. Um ótimo exemplo do comportamento de Abel foi a reação do treinador durante a invasão de uma torcida organizada do Cruzeiro a um treino do Cruzeiro.

Abel conversou com os torcedores e foi quem colocou se prontificou a falar para a imprensa. O pronunciamento era um recado aos milhões de cruzeirenses que estão aflitos com o momento do clube dentro e fora de campo. O efeito interno foi ótimo. Abel protegeu seus jogadores e ganhou a confiança de todos poucos dias após sua chegada.

Não é apenas o treinador que tem trabalhado para tentar blindar o elenco. Ameaçada pelo conselho deliberativo, a atual diretoria também tenta desempenhar esse papel. Função específica do vice-presidente de futebol do clube, Itair Machado, que goza de prestígio com os jogadores, especialmente os mais renomados, casos de Thiago Neves, Fred, Fábio, Dedé e outros mais.

No dia 21 deste mês o conselho deliberativo do Cruzeiro vai votar pelo afastamento ou não do presidente Wagner Pires de Sá do cargo. A situação trata o movimento de Zezé Perrella, presidente do conselho, como uma tentativa de golpe. O movimento é visto como algo político, que tem rachado o clube em um momento bastante delicado do time dentro de campo. “Eles não querem o bem do Cruzeiro. Estão pensando apenas neles”, disse ao Blog uma fonte ligada à diretoria de Wagner Pires.

A frase citada acima tem relação com o número de jogos do Cruzeiro até a data da votação. Até o dia 21 o time vai entrar em campo cinco vezes, rodadas fundamentais na luta contra o rebaixamento. Jogos contra Internacional, Fluminense, Chapecoense, São Paulo e Corinthians. O medo interno é que o momento de instabilidade política chegue até o vestiário.

Dentro da zona do rebaixamento, o Cruzeiro seguirá entre os últimos colocados mesmo que vença o Internacional, neste sábado, no Mineirão, e o Fluminense seja derrotado pelo Botafogo, no dia seguinte, no Engenhão. Além dos três pontos, a equipe tricolor também leva vantagem no número de vitórias, 6 a 4, o primeiro critério de desempate.

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