Abel cobra diretoria do Palmeiras e especula saída

Jorge Nicola
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Abel deixou claro que pode voltar a Portugal se sentir que é o problema (Cesar Greco/Palmeiras)
Abel deixou claro que pode voltar a Portugal se sentir que é o problema (Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras empatou em 0 a 0 com o Botafogo-SP na noite deste domingo, mas a atuação dos reservas ficou em segundo plano depois da entrevista do técnico alviverde Abel Ferreira. O português não descartou deixar o clube, falou sobre as pichações e cobrou a diretoria.

No sábado, horas após a derrota por 1 a 0 para o São Paulo, os muros do Allianz Parque amanheceram pichados com críticas a Abel, Maurício Galiotte e jogadores. “Não tem problema nenhum. Podem pintar o que quiserem, xingar o que quiserem. A gente vai lá no outro dia e pinta, lava, coloca verde outra vez”, respondeu.

O clima começou a esquentar quando Abel foi questionado sobre a maratona de jogos - entre um domingo e outro, o Verdão enfrentou Flamengo, Defensa y Justicia, São Paulo e Botafogo-SP. “Sempre sou eu a dar a cara sobre isso. Mas não sou eu que decido, que organizo. Sou o treinador. Sobre essas questões, alguém do clube tem que dar a cara”, reclamou.

Abel também não descartou voltar para a Portugal em definitivo. “Quero deixar um aviso para toda a gente: quando eu for o problema do clube, deixo de ser o problema. Da mesma maneira que decidi em um dia vir para cá, quando o treinador for o problema do clube, nós resolvemos”, resumiu.

Depois das perdas da Supercopa do Brasil e da Recopa, o treinador foi questionado por torcedores e imprensa. E claramente não engoliu bem as cornetadas.