Abel Braga no Inter - parte 7

Mauro Beting
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Abel no Inter, em 2014 FOTO Lucas Uebel/Getty Images
Abel no Inter, em 2014 FOTO Lucas Uebel/Getty Images

Abel foi muito bem no Inter na primeira vez, entre 1988-89, com uma eliminação dolorosa em Libertadores, mas só pode cair assim quem vai tão longe.

Em 1995 não foi tão feliz. Em 2003 era um momento de reconstrução depois da quase queda em 2002.

Quando retornou em 2006, com a injusta fama de “apenas vice” por duas pauladas doloridas com Flamengo e Fluminense nas decisões de Copas do Brasil perdidas para Santo André (2004) e Paulista (2005), só silenciou cornetas de bestas do apocalipse quando campeão da Libertadores. E mais ainda quando Gabiru deu o mundo contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho.

Em 2007 saiu e voltou sem sucesso. Em 2014 também não fez um trabalho marcante.

Como não foi bem no Flamengo mesmo campeão do Rio em 2019, mesmo participando do início das sensacionais campanhas campeãs do Brasil e da América, mas muito mais por Jorge Jesus e pelos reforços como Gerson, Rafinha, Filipe Luís e Pablo Marí.

No Vasco em 2020 não foi bem - quem iria?

No Inter deixado por Coudet também pela direção colorada o ter largado ele vai ter ótima base. Um time na ponta do BR-20, com boas chances tanto na Copa do Brasil quanto na Libertadores, ainda que sem gente importante como Guerrero. Uma casa que o conhece, e um estádio que ele assumidamente ama de paixão.

Mas que não o credencia por isso para ser o comandante que já foi. E, mesmo torcendo demais por ele, pela pessoa que é, não sei se será mais uma vez.

O Inter fez a aposta certíssima no final de 2019 em Coudet. Perdê-lo será muito ruim. Pelo momento, pelo que fez, pelo que ainda poderia fazer, pelo motivos sabidos, pelos imaginados. Mesmo com os desempenhos no Gre-Nal, mesmo com Musto tantas vezes sendo o must pra Chacho. E só pra ele.

Sem Coudet, eu teria ligado pro Ramírez. Ainda teria pensado em Schelotto, por exemplo. Estudado outro nome.

Talvez HOJE, insisto, AGORA eu não pensaria em Abelão como primeira opção.

Mas daí desrepeitar o que ele já fez, sobretudo na casamata colorada, é doença.