A exemplo da Copa, treinadoras mulheres crescem em fases decisivas

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(Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos e Ferroviária/Divulgação)
(Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos e Ferroviária/Divulgação)

O mata-mata do Campeonato Brasileiro Feminino começa nesta quarta-feira com os jogos de ida das quartas de final. Quando a competição começou, em março, apenas duas das 16 equipes eram treinadas por mulheres. Hoje elas são duas entre os oito finalistas e se enfrentarão por uma vaga na semi.

Do lado do Santos, classificado em segundo lugar, está Emily Lima, com experiência em clubes paulistas e dez meses de trabalho na seleção feminina. Do outro, à frente da Ferroviária, está Tatiele Silveira, que já foi auxiliar na seleção sub-17 e construiu sua carreira principalmente no futebol gaúcho.

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Assim como na Copa do Mundo da França — em que as mulheres eram nove de 24 treinadoras no início da competição e depois inverteram a proporção ao serem cinco de oito nas quartas, e depois as duas finalistas —, na Série A1 elas passaram de 2 em 16 (12,5%) para 2 em 8 (25%). Não é por acaso: Emily Lima tem uma Licença Pro, a mais alta oferecida pela CBF, enquanto Tatiele é dona de uma Licença A.

"Eu penso que a gente pode servir de inspiração para outras treinadoras que estão começando e pensam em apostar nessa carreira. O futebol feminino cresceu muito e estou muito feliz de participar desse momento de ascensão, por a gente poder desenvolver nosso trabalho”, afirmou Tatiele Silveira ao Deixa Ela Jogar.

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Se também levamos em conta também a Série A2, que tinha seis técnicas entre as 36 equipes que iniciaram o torneio, metade das mulheres classificou seus times às quartas de final: Ana Lúcia Gonçalves (que classificou o Palmeiras, mas acabou demitida), Patrícia Gusmão (Grêmio) e Kethleen Azevedo (América-MG). Lembrando que Palmeiras e Grêmio foram até a semifinal, resultado que garante vaga na elite em 2020.

Santos e Ferroviária duelam nesta quarta-feira, às 18h30, em Araraquara. Como o chaveamento colocou frente a frente as duas treinadoras logo nas quartas, apenas uma poderá avançar.

“Emily sempre foi referência a nível nacional e é uma pena a gente estar se enfrentando logo de cara, porque poderíamos tentar levar mulheres mais longe, de repente em outras definições, mas meu desejo é que a gente sirva de inspiração porque já tem outras treinadoras na A2”, acrescentou Tatiele.

“Hoje somos duas na A1, mas espero que no ano que vem sejamos cinco, seis, e cada vez mais. O fato da gente se classificar e poder mostrar nosso trabalho, acima de tudo com competência, esforço e competência, é muito importante.”

Confira os horários dos jogos de ida das quartas de final da Série A1:

14/08 I 15h São José-SP x Corinthians

14/08 I 18h30 Ferroviária x Santos

17/08 I 14h Internacional x Flamengo

18/08 I 15h Audax-SP x Avaí/Kindermann

*A reportagem tentou contato com Emily Lima, mas não obteve retorno.

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