8 torcidas organizadas LGBT pelo Brasil e pelo mundo

Não é novidade para ninguém que o futebol ainda é um esporte de muito preconceito. Seja ele homofóbico, racista ou xenofóbico. Em todo mundo diversos casos de descriminação são recorrentes, principalmente contra a diversidade sexual e de gênero. Poucos gays ainda frequentam o estádio podendo demonstrar o amor pelo seu time sem qualquer represália por ser quem é. Abaixo, listamos 8 grupos que se juntaram para levantar a bandeira da igualdade social. Alguns ainda, infelizmente, não conseguem frequentar os estádio com medo de um ambiente ‘hostil’.

Por Arthur Moreno @arthurmorenoo

1 – COLIGAY – Grêmio –  Na década de 70, a torcida do Grêmio quebrou um grande paradigma no futebol nacional. A COLIGAY, torcida organizada frequentada apenas por gays, nascia para fazer barulho. O ano era 1977, o país vivia em pleno regime militar, mas os torcedores não tiveram medo e foram ao estádio. A estreia foi contra o Santa Cruz do Rio Grande do Sul, vitória por 2×1. Porém, a presença da torcida não foi bem aceita pelos outros torcedores gremistas da faixa mais conservadora. A COLIGAY sofreu muitas represálias durante os jogos seguintes, e, dois anos depois, acabou.

2 – GAYGOONERS – ARSENAL – A Gay Gooners, torcida gay do Arsenal, foi uma das primeiras a surgir na Inglaterra e frequentar estádios. Hoje, os torcedores são um grupo organizado e vão a todos os jogos dos Gunners em casa e fora. Atualmente, o grupo conta com mais de 570 torcedores cadastrados.

3 – CANAL STREET BLUES – MANCHESTER CITY – O grupo surgiu no fim de 2014 e logo ganhou a certificação do clube como uma torcida organizada oficial. O Canal ST, além de frequentar jogos em casa e fora, promove também, durante a semana do orgulho gay no Reino Unido, paradas ao redor do Etihad Stadium. A página oficial da torcida no Facebook tem mais de 350 curtidas.

4 – RAINBOW TOFFEES – EVERTON – Outro clube inglês que também tem uma torcida oficial LGBT é o Everton, de Liverpool. O grupo organizado surgiu no final de 2015 com o objetivo de combater o machismo dentro do estádio do clube. O grupo se reúne para assistir jogos e frequentar estádios. Ainda não se tem um número certo de frequentadores. Mas a página oficial do Rainbow Toffees no Twitter tem mais de 2.700 seguidores.

5 – PROUD CANARIES – NORWICH  – O pequeno Norwich, do leste da Inglaterra, também pode se orgulhar de ter uma torcida organizada LGBT. Porém, os torcedores ainda sofrem represálias de outra parte mais conservadora da torcida. Os Proud’s Canaries surgiram no fim de 2014 justamente com o objetivo de tentar coibir a homofobia dentro do estádio do time. Segundo o clube, os torcedores LGBT têm o total apoio para frequentar os jogos e seguir com o combate à discriminação.

6 – GALO QUEER – Atlético-MG – Criada em 2013, o grupo ainda não consegue frequentar estádios com medo de represálias e hostilidade. Quando vão ao Horto ou Mineirão se ‘camuflam’ mas sem erguer sua bandeira. A Galo Queer é uma das pioneiras no movimento anti-homofobia dos estádios no Brasil. Se nos campos a torcida não consegue se manifestar livremente, nas redes sociais o grupo tem muitos seguidores. A página oficial do Facebook conta com mais de 1.900 curtidas. No Twitter, são pouco mais de 300.

Reprodução/Facebook/@proudcanaries

7 – PALMEIRAS LIVRE – Com mais de 6.000 curtidas no Facebook, a Palmeiras Livre também é outra torcida que utiliza as redes sociais para promover seu discurso e defender a causa anti-homofobia. O grupo ainda pouco frequenta os estádios, mas consegue fazer certo barulho nas redes sociais.

8 – ST PAULI – Time Alemão –  O St Pauli é um time alemão fundado em 1910 e que recentemente teve o primeiro presidente assumidamente gay do futebol alemão. A equipe não figura lá entre os grandes times do país, porém, sua apaixonada torcida mostra que o futebol é para todos. Com frequência, os torcedores fazem campanha a favor do casamento gay, contra os atos homofóbicos e igualdade de gênero. “Futebol é tudo, até gay”, são os dizeres de uma das faixas mais famosas levada pelos torcedores. Além da luta pela igualdade sexual, o clube e seus torcedores também ganharam notoriedade a ser o primeiro time a expulsar torcedores que apoiassem o nazismo.