7 imagens que nos dão esperanças por um futebol mais inclusivo

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28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

Nesta mesma data, mas no ano de 1969, uma violenta e repressiva ação da polícia norte-americana ao Stonewall Inn - bar que era um dos 'redutos' da população LGBT em Nova Yok -, alavancou uma série de manifestações e rebeliões de grupos minoritários na luta por direitos. A reação histórica transformou-se em um marco de resistência, e por isso o 28 de junho passou a ser celebrado como o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

Ao longo de todo o mês de junho, diversos clubes de futebol e protagonistas da bola utilizaram suas vozes e seu alcance para defender um esporte mais igualitário e inclusivo, ações que nos dão esperança de que o futuro será mais tolerante que o presente. A seguir, elencamos algumas dessas ações/imagens que podem fazer a diferença por um futebol mais diverso:

1. Resposta dos alemães ao veto da UEFA

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No dia 23 de junho, Alemanha e Hungria se enfrentaram pela 3ª rodada da fase de grupos da Eurocopa. Emocionante dentro das quatro linhas, o jogo acabou sendo marcado por uma poderosa e impactante mensagem de igualdade e inclusão dada pelas arquibancadas: mesmo com o veto da Uefa à prefeitura de Munique em iluminar a Allianz Arena com as cores do arco-íris, torcedores alemães pintaram o estádio em apoio à população LGBTQIA+.

2. A celebração de Germán Cano

Germán Cano ergueu a bandeira LGBTQ+ para comemorar seu gol | Maga Jr/O Fotografico/Gazeta Press
Germán Cano ergueu a bandeira LGBTQ+ para comemorar seu gol | Maga Jr/O Fotografico/Gazeta Press

Na noite do último domingo (27), o artilheiro do Vasco da Gama, Germán Cano, protagonizou uma das cenas mais marcantes e emocionantes para torcedores LGBT's que amam futebol: comemorou o gol que abriu o placar contra o Brusque erguendo a bandeirinha de escanteio com as cores do arco-íris, uma dentre as tantas ações organizadas pelo clube de São Januário neste mês de junho. Uma celebração que virou uma espécie de testemunho em prol de uma sociedade menos desigual e mais tolerante.

3. Cano, gigante

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Nas primeiras horas da manhã desta segunda, 28 de junho, Germán Cano deu mais uma aula de como utilizar seu alcance e engajamento para espalhar o bem: com o simples gesto de atualizar sua foto de perfil nas redes sociais com o filtro da bandeira LGBTQIA+, provou ser um aliado nesta luta por um futebol mais diverso, que acolha a todos. Sem distinção.

4. A 24 vestida por Nino, do Fluminense

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Pejorativamente associado à homossexualidade, o número 24 é evitado por jogadores de clubes nacionais e até da Seleção Brasileira, única equipe em ação na Copa América que não conta com um camisa 24 em seu grupo.

No último domingo (27), o Fluminense derrubou esse infantil e lamentável tabu: Nino vestiu a camisa 24 e portou a braçadeira de capitão estampada nas cores do arco-íris. Todos os uniformes da partida contra o Corinthians, por sinal, tiveram numeração colorida estampada.

Essas camisas serão leiloadas e todo o dinheiro arrecadado será doado ao "Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT", instituição não-governamental de apoio e acolhimento a pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade.

5. O gesto de Manuel Neuer, contra a Hungria

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Também na partida entre Alemanha x Hungria, o capitão Manuel Neuer usou de sutileza para manifestar seu apoio às minorias, em especial à população LGBTQIA+ húngara, que vive um momento duro de restrição de direitos em meio ao governo conservador de Orbán: concedeu entrevista pós-jogo com a braçadeira de capitão (nas cores do arco-íris) no punho.

O gesto é bastante simbólico, já que nos dias que antecederam a partida, a Uefa chegou a considerar abrir investigação e punir o goleiro pelo uso do item.

6. O depoimento de João Pedro, atleta do Vasco

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Uma das grandes imagens deste 28 de junho ficou por conta de João Pedro, jovem atacante do Vasco da Gama, e sua família: através de uma de suas redes sociais, o jogador de 21 anos exaltou o amor e a união de suas duas mães, que aparecem na foto vestindo a camisa especial que o Cruzmaltino lançou em celebração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+.

Um depoimento tocante, que prova que o mundo do futebol - dentro e fora das quatro linhas -, é plural e diverso: o que falta é o respeito e o acolhimento a essas pessoas.

7. Antoine Griezmann, o aliado

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"Homofobia não é opinião, é crime"

Com entrevistas fortes e incisivas sobre o assunto, Antoine Griezmann tem sido, há alguns anos, um dos porta-vozes por um futebol mais inclusivo e menos agressivo às minorias. Nesta semana, o atacante francês mais uma vez utilizou sua voz e seu alcance para se posicionar, defendendo que a Allianz Arena pudesse ser iluminada com as cores da bandeira LGBTQIA+ no jogo entre Hungria x Alemanha.

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