7 filmes distópicos que não parecem mais tão fora da realidade

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Laranja mecânica: leite como símbolo e ultraviolência voltam à tona no mundo de hoje
Laranja mecânica: leite como símbolo e ultraviolência voltam à tona no mundo de hoje

Nos últimos anos, uma frase irritante povoou as discussões de muitas mesas de bar paulistanas: "isso é tão Black Mirror...". Com o avanço da extrema direita e as consequências da pandemia do novo coronavírus, achamos que a série exibida na Netflix deve ficar para trás nas comparações com a sociedade. Para nós, 2020 é outro tipo de realidade distorcida.

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A tecnologia segue mudando as relações, mas agora o mundo parece casar com obras mais elaboradas. Ondas de repressão, perseguição e até mesmo um mundo supostamente paralelo na internet começam a causar frio na espinha em todos que lembram das consequências destes movimentos no cinema. Por tudo isso, acreditamos que uma nova frase surja nas discussões com amigos por videoconferência: "meu, estamos vivendo num filme distópico...".

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Laranja Mecânica

O filme de Stanley Kubrick usa o Anthony Burgess para mostrar a sua visão da ultraviolência, punitivismo e livre-arbítrito. Todos os temas estão presentes na sociedade de hoje - a começar pela figura dos "drugues" - gangue de jovens que poderia ser facilmente enquadrada com o selo da extrema direita. Os arruaceiros, liderados por Alex (Malcolm McDowell), costumavam se embebedar de leite - bebida recentemente incorporada pelo presidente Jair Bolsonaro em suas lives. Seria só coincidência? O professor David Nemer explicou no Twitter que não.

Fahrenheit 451

O livro clássico de Ray Bradbury, adaptado para os cinemas pela lenda François Truffaut e que ganhou uma nova versão recentemente estrelada por Michael B. Jordan, mostra uma realidade em que qualquer livro é considerado ilegal - quem é pego com um em mãos é preso e vê o seu pertence queimado. No ano passado, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou que fiscais recolhessem, na Bienal do Livro, uma HQ que continha um beijo homoafetivo. Nada foi queimado, mas ficamos com a sensação que foi por pouco...

Eles Vivem

O clássico de John Carpenter aborda magistralmente, abraçando o tosco, o poder das propagandas e do noticiário. O filme é tomado por um clima de paranoia que lembra muito os grupos de zap, recheados de notícias falsas, dos grupos de bolsonaristas - ou pelo menos lembrava antes do processo sobre fake news contra o Supremo Tribunal Federal. A diferença é que no longa o perigo vinha dos alienígenas, enquanto a ameaça brasileira para muita gente é o comunismo...

Brazil, o filme

Teoricamente, o filme de Terry Gilliam não tem nada a ver com algum regime político do Brasil - o título faz referência, na verdade, à música Aquarela do Brasil. Porém, relembrando o enredo que mostra um governo totalitário e uma elite irresponsável, que promove festas no meio do caos, não é difícil traçar um paralelo com o que estamos vivendo em 2020 em terras tupiniquins...

Matrix

O que é real e o que é mentira no mundo? A questão lançada pelo filme pelas irmãs Wachowski foi apropriada pela extrema direita, criando uma cultura de repressão na internet. Felizmente, um novo filme da saga será lançado em breve para tentar corrigir o estrago...

Expresso do Amanhã

O filme dirigido por Bong Joon-ho, vencedor do Oscar por Parasita, mostra um pequeno grupo de sobreviventes tentando sobreviver em um vagão num cenário de planeta congelado. A mensagem de alerta do filme aborda, principalmente, o aquecimento global -mas a questão social que chama a atenção no momento: com a maestria de sempre, o sul-coreano mostra que a desigualdade social não deixa de existir no mundo nem mesmo em momentos críticos de ameaça à humanidade. Vale lembrar que os mais pobres são as maiores vítimas do coronavírus.

Mad Max: A Estrada Da Fúria

Essa é mais um alerta: o cenário desértico retratado por George Miller ainda parece distante do brasileiro e, pelo menos por enquanto, ainda não estamos brigando por água para sobreviver. Mas há quem já fazendo comparações entre o vilão Immortan Joe e figuras políticas que são bem nossas.

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