7 filmes com protestos emblemáticos para você ver o quanto antes

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A cena final de V de Vingança: mais emblemática, impossível (divulgação)
A cena final de V de Vingança: mais emblemática, impossível (divulgação)

Nos Estados Unidos, os protestos antirracistas. No Brasil, atos contra o racismo e pró-democracia se misturam começam a ocupar as ruas mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. O cenário efervescente da realidade é incomparável a tudo que já vivemos, muito provavelmente, mas é possível traçar alguns paralelos com algumas obras do cinema.

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Tendo em mente principalmente o fator “protesto de rua”, relembramos alguns filmes que trouxeram cenas emblemáticas de manifestações de rua populares. Mesmo de diferentes épocas, todas elas parecem ter, de alguma forma, ligação com os fatos recentes do noticiário. Dando razão ao clichê, arte e vida colidem a todo instante.

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Malcom X

O clássico de Spike Lee talvez seja o filme mais importante a ser visto neste momento. Contando a trajetória de um dos maiores ativistas negros da história, o longa consegue destacar a capacidade impressionante dos discursos antirracistas de Malcom X - um dos maiores oradores da história, extremamente hábil com multidões - na sociedade estadunidense. Com o papel, Denzel Washington recebeu o Urso de Prata em Berlim e foi indicado ao Oscar de Melhor Ator.

V de Vingança

A cena final do filme, dirigido por James McTeigue , mostra uma multidão mascarada assistindo à explosão do Parlamento. Tanto a máscara quanto o momento fazem referência à figura histórica de Guy Fawkes, soldado britânico que participou da "Conspiração da Pólvora, uma tentativa de assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês em 1605. A imagem é tão poderosa que tem se tornado cada vez mais referência para protestos que surgiram desde 2005, ano de lançamento do filme. "Imagino que quando estava escrevendo 'V de vingança' pensava no fundo do meu coração: 'Não seria ótimo se essas ideias tivessem impacto?'. Então quando você começar a ver a fantasia indolente invadir o mundo real... é peculiar. Sinto como se um personagem que criei há 30 anos de alguma forma escapasse do mundo da ficção", disse Alan Moore, criador da HQ que originou os filmes, ao Guardian.

Coringa

O filme estrelado por Joaquin Phoenix se encerra como um apoteótico protesto de rua em que a figura do Coringa é exaltada como símbolo de rebeldia após ter cometido diversos assassinatos. Autoridades temiam que o longa fosse uma influência negativa para a sociedade, mas o que se viu, na realidade, foi uma reação bastante positiva e pacífica do público: o palhaço serviu, inclusive, de inspiração para protestos democráticos, como a marcha contra a desigualdade social em Santiago, no Chile, no fim do ano passado.

Milk: A Voz da Igualdade

Harvey Milk foi o primeiro político assumidamente gay a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos. Protagonizado por Sean Penn, o filme mostra o crescimento de protestos a favor da diversidade sexual e contra a violência policial contra homossexuais, as duas maiores barreiras do ativista - assassinado por Dan White, um ex-supervisor da cidade de São Francisco, em 1978.

Across The Universe

O musical é responsável por apresentar o mundo da contracultura a muitos millennials. Em meio aos sons psicodélicos dos Beatles, os personagens principais da trama se envolvem diretamente em protestos contra a Guerra do Vietnã e a favor dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

Domingo Sangrento

Você gosta da música Sunday Bloody Sunday, do U2? Então este filme, lançado em 2002 e premiado no Festival de Sundance, é perfeito para você entender o desencadeou a Guerra Civil na Irlanda do Norte, em 1972 - no caso, o episódio marcado por soldados britânicos atirando e matando 14 pessoas desarmadas.

No

O filme de Pablo Larraín é uma opção de cinema otimista para os tempos atuais. Relembrando o Chile ditatorial de 1988, o longa conta como um plebiscito chamado pelo governo se torna uma campanha de convencimento para que a população entenda a privação de liberdade de uma ditadura. Antes da campanha, o diretor mostra protestos sociais que antecederam e ditaram a disputa.

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