66 mil garrafas de cerveja podem ter sido contaminadas, diz cervejaria de BH

Lote contaminado pode ter cerca de 66 mil garrafas. (Foto: Divulgação)
Lote contaminado pode ter cerca de 66 mil garrafas. (Foto: Divulgação)

Os dois lotes da cerveja Belorizontina apontados no laudo da Polícia Civil como aqueles em que foram encontrados a substância dietilenoglicol possuem 66 mil garrafas. De acordo com a assessoria de imprensa da cervejaria Backer, foram produzidos 33 mil produtos em cada um dos lotes: L1 1348 e L2 1348.

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A informação foi divulgada pelo jornal "O Tempo". Um mapeamento está sendo feito pela empresa para localizar os estabelecimentos e bairros onde estes lotes da bebida foram comercializados.

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Em nota, a empresa afirmou que "por precaução, os lotes em questão (...) serão retirados imediatamente de circulação, caso ainda haja algum remanescente no mercado" e que esclareceu que "substância não faz parte do processo de produção da cerveja Belorizontina, fabricada pela Cervejaria Backer". A empresa disse que "continua à disposição das autoridades para contribuir com a investigação e tem total interesse que as causas sejam apuradas, até a conclusão dos laudos e investigação".

Na noite de quinta-feira, a Polícia Civil de Minas Gerais, em entrevista coletiva, afirmou que a substância dietilenoglicol foi encontrada em duas garrafas de dois lotes da cerveja Belorizontina e que ela seria a causa da intoxicação que causou a morte de um homem e a internação de outros sete.

A polícia orienta que os consumidores não consumam a cerveja Belorizontina dos lotes L1 1348 e L2 1348, pois há grande risco de contaminação. A substância funciona como anticongelante.

Cervejas da Backer, a primeira cervejaria artesanal mineira, criada em 1999, podem ser encontradas em vários supermercados pelo Brasil, inclusive no Zona Sul, no Rio de Janeiro.

Na tarde desta quinta-feira a Polícia Civil uma inspeção na fábrica da cervejaria Backer, que fica no bairro Olhos D’Água, no oeste da capital mineira. A cerveja Belorizontina havia sido atrelada, em relatos nas redes sociais, aos sintomas da doença. Na fábrica, os agentes também recolheram outras garrafas que ainda serão comparadas com as fornecidas por famílias de pacientes.

da Agência O Globo

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