Mulher arrastada pelas águas é a 54ª vítima fatal das chuvas em Minas

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(AP Photo/Gustavo Andrade)
(AP Photo/Gustavo Andrade)

Uma mulher morreu esta madrugada ao ser arrastada pelas águas que abriram uma cratera na Rodovia MG-133, perto da cidade de Tabuleiro, a cerca de 250 quilômetros de Belo Horizonte (MG). É a 54ª morte registrada em Minas Gerais em consequência dos efeitos das chuvas que castigam a Região Sudeste desde o último dia 17.

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O alagamento da rodovia fez com que o terreno cedesse, abrindo uma cratera de cerca de 15 metros de extensão onde caíram um caminhão, uma carreta e dois carros. A mulher estava em um dos dois veículos de passeio e foi carregada pela água. Outras seis pessoas tiveram ferimentos leves.

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Segundo a prefeitura de Tabuleiro, o trecho afetado da rodovia ficará interditado por tempo indeterminado, já que não há previsão para o início das obras de recuperação. Motoristas que passarem pela região devem usar rotas alternativas pelos municípios de Piraúba, Guarani, Rio Novo e Coronel Pacheco.

Ainda de acordo com a prefeitura de Tabuleiro, as chuvas desta madrugada causaram outros transtornos. Moradores da comunidade rural Passa Cinco ficaram isolados devido a alagamentos das vias de acesso e inundações. A comunidade de Botafogo também foi atingida pelas águas. Ao menos cinco pontes foram destruídas e a prefeitura anunciou que solicitará ajuda estadual e federal para recuperar os estragos, sobretudo na rodovia MG-133.

O número de pessoas afetadas subiu de 18.111 para 33.408 entre segunda (27) e terça-feira (28). Os desalojados totalizam 28.893, enquanto os desabrigados chegaram a 4.397. Os desalojados são as pessoas que tiveram de deixar suas casas mas que não necessariamente precisa do auxílio do governo. Já os desabrigados são pessoas que perderam seus lares e necessitam de auxílio do Poder Público.

O número de municípios em situação de emergência decretada pelo estado permanece o mesmo desta segunda-feira, 101. Em 20 municípios, a emergência foi disparada pelas prefeituras. Três cidades permanecem em estado de calamidade pública: Orizânia, Ibirité e Catas Altas.

O reconhecimento da situação de emergência permite ao governo estadual engajar os demais órgãos e empresas ligadas ao Poder Executivo para priorizarem o atendimento e a reparação dos estragos causados pelas chuvas, sob a coordenação da Defesa Civil mineira. Além disso, prefeituras e o próprio Poder Executivo estadual podem contratar serviços temporários e efetuar compras consideradas essenciais para o enfrentamento da situação sem a obrigatoriedade de realizar processo licitatório.

governo de Minas Gerais anunciou hoje a liberação de R$ 3,4 milhões para assistência aos afetados pelas chuvas. Parte dos recursos será destinada ao pagamento do Piso Mineiro de Assistência Social Fixo, que começou a ser pago hoje, incluindo antecipação das parcelas de fevereiro e março.

Assembleia Legislativa de Minas Gerais anunciou que pretende aprovar projetos de lei voltados a apoiar as vítimas dos temporais. Um deles prevê a antecipação pelo governo estadual de repasses a municípios em situação de emergência.

Essa verba está relacionada a um montante de R$ 6 bilhões bloqueado pelo governo do estado em 2017 e 2018, que deverão ser pagos de forma parcelada a partir de abril de 2020. Outros dois projetos na Assembleia abrangem a isenção de taxas cobradas de veículos danificados pelas chuvas.

A Prefeitura de Belo Horizonte disponibilizou a possibilidade de famílias que tiveram de deixar suas casas a matricular seus filhos em escolas de tempo integral próximas aos locais onde foram abrigadas. A administração também informou que isentou os proprietários de residências atingidas do pagamento do IPTU.

Com AGÊNCIA BRASIL

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