5 vezes em que os fãs de k-pop balançaram o mundo da política

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Fãs da banda BTS em Nova York, nos Estados Unidos (Photo by Dia Dipasupil/Getty Images)
Fãs da banda BTS em Nova York, nos Estados Unidos (Photo by Dia Dipasupil/Getty Images)

Não só os músicos do k-pop se estabeleceram nos últimos anos como nomes importantes da música pop no mundo. Além dos artistas, os fãs do gênero também ganham cada vez mais notoriedade no ocidente, tanto pela pela presença maciça nas redes sociais quanto pela participação em atos políticos.

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Mesmo que o k-pop possa ser visto como um caso de soft power (termo usado quando um país exerce influência nos outros por meio de produtos culturais).fruto de investimento de décadas do governo da Coreia do Sul na música, o gênero tem abraçado as questões das minorias em manifestações da internet e gerado uma onda de "boa influência" em ambientes de discussão.

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Relembre alguns casos:

Esvaziamento do comício de Donald Trump

Usuários do TikTok e fãs de K-pop se dizem responsáveis pelo fracasso de um comício realizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Tulsa, Oklahoma. Antes da realização do ato da campanha pela reeleição do republicano, o chefe da equipe eleitoral de Trump, Brad Pascale, anunciou no Twitter que haviam sido solicitados mais de 1 milhão de ingressos. No dia do evento, porém, apenas 6,2 mil pessoas compareceram para ouvir a fala do líder de estado, segundo o Corpo de Bombeiros. A explicação para o fracasso? Ao que tudo indica, uma campanha criada na internet para que fãs de K-Pop inflacionassem o público previsto para o BOK Center e fizessem Trump discursar para inúmeros assentos vazios. Se foi isso mesmo, deu certo.

Doação robusta para o Black Lives Matter

O BTS, maior nome do K-Pop, mostra a importância dos bons exemplos na cultura pop. Após o grupo doar US$ 1 milhão (R$ 5,34 milhões) para o movimento Black Lives Matter, que lidera os protestos antirracistas nos Estados Unidos, os fãs da banda endossaram a campanha e doaram, após campanha na internet, o mesmo montante para os ativistas negros dos Estados Unidos.

Sabotagem contra app da polícia

A polícia de Dallas, nos Estados Unidos, criou um aplicativo para que pessoas denunciassem supostas atitudes violentas dos manifestantes nos protestos antirracistas. Os fãs de K-Pop não gostaram nada da novidade e iniciaram uma campanha de boicote ao app no Twitter. Em vez de vídeos dos atos, muita gente baixou o programa para enviar fancams - coletânea de imagens produzidas por fãs - de astros da música sul-coreana para a polícia. O volume de vídeos que não tinham a ver com os atos foi tão grande que a polícia acabou tirando o app do ar.

Sabotagem contra movimentos contrários ao Black Lives Matter

Grupos racistas e conservadores dos Estados Unidos, em resposta aos protestos no país, lançaram nas redes sociais algumas hashtags contrárias ao Black Lives Matter, como #WhiteLivesMatter (vidas brancas importam) e #BlueLivesMatter (vidas azuis importam, uma mensagem de apoio a policiais).

Sabotagem contra deputado bolsonarista

O deputado estadual Douglas Garcia (PSL) pediu informações no Twitter sobre ativistas antifascistas que ocuparam as ruas em protestos realizados no final de maio e início de junho. Em resposta, usuários brasileiros pediram ajuda dos fãs de k-pop para lotar a caixa de mensagens do político com informações que não tenham a ver com os protestos. Pelo tamanho do engajamento das postagens, Garcia deve ter recebido muitas fancams no seu e-mail.

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