49 milhões de galões de água serão necessários para criar neve em Pequim 2022

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Ambientalistas estão preocupados com neve artificial em Pequim 2022. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images
Ambientalistas estão preocupados com neve artificial em Pequim 2022. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

As últimas edições de Olimpíadas têm sido marcadas por ter além de grandes competições esportivas, também se preocuparem com a sustentabilidade e o futuro do planeta. Mas ao que parece, os Jogos de Inverno de Pequim 2022 não devem agradar os ambientalistas.

Isso porque, geógrafos expressaram preocupação com a quantidade de neve artificial que poderia ser necessária para os eventos realizados no Centro Nacional de Esqui Alpino em Yanqing, que deve sediar as competições de esqui alpino em Pequim 2022.

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Relatórios sugerem que Pequim 2022 precisará de cerca de 49 milhões de galões de água para criar neve artificial. Além disso, cerca de 200 canhões de neve foram criados para criar neve artificial em Yanqing, com canos e valas instaladas para transferir água de um reservatório para máquina de fazer neve.

Preocupados com a repercussão negativa, membros do Comitê Olímpico Internacional se manifestaram dizendo que “uma série de projetos de conservação e reciclagem de água foram colocados em prática para otimizar o uso da água para fabricação de neve, consumo humano e outros fins”.

Vale lembrar que o problema já foi visto em outras edições de jogos de inverno. Cerca de 90 por cento da neve usada nas competições do esqui alpino para os Jogos de Pyeonchang 2018 foram artificiais, enquanto a neve artificial também foi uma característica de Vancouver 2010 e Sochi 2014, que teve competições com horários alterados devido a temperaturas chegando quase a 20 graus.

Na contramão, Paris promete jogos sustentáveis

Se os jogos de inverno estão causando polêmicas em 2022, os jogos de verão em 2024 prometem ser os mais sustentáveis da história.

O Comitê organizador de Paris, prevê 95% de instalações já existentes ou temporárias. Além disso, uma estratégia inovadora de redução de emissões de gás vai entregar uma pegada de carbono 55% menor em comparação, por exemplo, aos Jogos de Londres, em 2012.

Outra preocupação está na Vila Olímpica que será uma vitrine de desenvolvimento sustentável com edifícios de baixo carbono e ecológicos, usando 100% de energia renovável e uma estratégia de política de zero resíduo.

Para fechar o plano parisiense busca uma edição mais compacta dos Jogos, sem grandes deslocamentos. Para isso, 85% dos locais de competição estarão situados em um raio de 10 quilômetros.

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