4 - 'É o DNA do Corinthians', diz Fábio Carille sobre entrega do time

6 - Rodriguinho lamenta suspensão, apesar de sua 'melhor partida'

ALEX SABINO E EDUARDO RODRIGUES

CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - Irônico em alguns momentos, humilde em outros, Fabio Carille identifica sem titubear qual o grande mérito do seu trabalho no comando da equipe desde o início do ano: a entrega em campo.

"Este é o DNA do Corinthians. Estamos resgatando isso", disse o técnico, que assumiu o cargo em definitivo no início da temporada.

O espelho de Carille é o time que foi campeão paulista invicto em 2009, com Ronaldo no ataque. "Aquele time tinha muita entrega", admite. Na época, ele era auxiliar de Mano Menezes.

Sem alterar o tom de voz, ele lembrou com ironia o fato de o Corinthians ter sido considerado, no início do ano, a quarta força do estado, atrás de Palmeiras, Corinthians e São Paulo.

"O Palmeiras é o campeão brasileiro e tem o melhor time. Mas nem sempre o melhor time vence", disse.

Ele pode conquistar o primeiro título como técnico na primeira competição como efetivo. No ano passado, comandou o time de forma interina no Campeonato Brasileiro.

Apesar da campanha, Carille vê onde melhorar. Embora ressalte a solidez defensiva do Corinthians na temporada, sabe que o ataque precisa evoluir. Não que isso vá incomodar a provável festa do título no próximo domingo (7), em Itaquera.

"Comemorar um título em casa será muito bom. O sistema defensivo teve um entendimento muito rápido, mas eu sei que a parte ofensiva pode ser melhor. E vai ser. Tivemos casos com o Jô, que estava sem jogar há sete meses, o Jadson há três meses... A gente sabia que seria assim. Montamos um time para jogar por poucas bolas. Mas o Corinthians tem de ser uma equipe mais agressiva. Buscamos isso", completa.