2 - Flu reafirma vocação e tem mais de metade do elenco formado em Xerém

LEO BURLÀ

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Reconhecido por ser um dos clubes com o melhor trabalho de formação de jogadores no Brasil, o Fluminense '"radicalizou" neste ano. Dos 36 jogadores sob o comando do técnico Abel Braga, nada menos que 20 são crias de Xerém, um dos maiores orgulhos da torcida do clube.

O clube nega que os cofres vazios sejam a principal razão para o aproveitamento da garotada, mas fato é que isso abriu espaço para muitos deles. Sem muita grana para investir no mercado, o Fluminense deste início de temporada tem o DNA tricolor.

"Fluminense tem um projeto único, que é o de ter um clube na Europa [o eslovaco Samorin], que é uma pós-graduação para atletas e profissionais. Naturalmente, o Fluminense vai ter jogadores que passaram pela Europa e que receberam essa pós-graduação. Nossos concorrentes não têm um projeto como esse, algo que ajuda no amadurecimento como pessoa e atleta", ressaltou Marcelo Teixeira, gerente geral das categorias de base do clube.

Teixeira evita estipular uma meta de composição do elenco, mas crê que o grupo tricolor pode ser formado por até 60% de talentos da casa. Atualmente, jogadores como Gustavo Scarpa, Wellington Silva e Douglas já são protagonistas, e nomes como Pedro e Léo começam a pedir passagem.

"O clube já tinha um planejamento de usar jogadores que vinham sendo preparados. O presidente [Pedro Abad] tinha uma filosofia de equipe jovem e com velocidade. Isso fez com que o Flu tivesse esse bom início de temporada", acrescentou Teixeira.

Com os jovens e os mais experientes, Abel prossegue com seu trabalho de olho no Criciúma. Nesta terça, o grupo se reapresenta e faz uma atividade fechada no CT Pedro Antônio.